sexta-feira, setembro 30, 2005

sintonizo

Big Boy Cleveland na RUC e, enquanto fecho os olhos, imagino o Archie Bunker a cantar. Não me perguntem porquê. Não me perguntem nada.

não é saudável

viver com pessoas vingativas.

quinta-feira

quinta-feira, setembro 29, 2005

lisboetas de bica tomada

"Encanto-me sempre com a imagem daqueles cinco homens (lisboetas de bica tomada, jornal desportivo no transporte e piropo debaixo da língua) o dia todo envoltos em rendas, meias, bordados e tricot."
Uma descrição deliciosa, n'a ervilha cor de rosa.

viver nas Beiras tem destas coisas

Sair de casa pela manhã e sentir o cheiro a fumo no ar.

quarta-feira, setembro 28, 2005

portuguesmente

vamos ao dicionário.
É cada vez mais difícil encontrar alguma réstea de humanidade nos seres humanos. Tudo é tendencioso e corrompido.

terça-feira, setembro 27, 2005

novo circo


Nunca gostei de circo, mas talvez seja desta.

Fatias de cá

Não resistem a uma ideia nova nem a um vinho velho.
Compreendo-os.

eclipse anular

O último aconteceu há 93 anos e o próximo só o veremos por cá daqui a 23. No dia 3 de Outubro vai poder observar-se numa faixa no norte de Portugal. Vale a pena tirar um dia e prolongar o fim de semana. Uns amigos meus vão estar por Bragança a garantir que os dias de quem aparecer serão bem passados.

já não há esperança

O novo professor de educação física nos Morangos com Açucar tinha aulas de guitarra com a minha mãe e ia todas as semanas lá a casa. Se quiserem referências posso ver o que é que se arranja.

será do Guaraná?

Falta uma semana para comemorar 2 anos de casamento e ainda não lavei o meu vestido de noiva.

noites de


Montemor-o-Velho.

segunda-feira, setembro 26, 2005

P'ra mim

a manhã de sábado passou a ser sinónimo de Mercado. Muitas flores, frutos coloridos, abóboras, legumes frescos, vendedoras simpáticas, turistas de máquina fotográfica em punho e o bulício do regateio.

Ich bin Dum

Já ando há mais de 15 dias com vontade de enfeitar a árvore de Natal cá na sala. Se entretanto me quiserem internar, não é precisa a camisa de forças, vou de livre vontade.

Tive agora

um momento de nostalgia das primeiras chuvas frescas de 2004, das primeiras camisolas da lã depois do Verão, dos almoços comunitários na D. Rosa e no Gôndola, dos lanches de fim de tarde na Pastelaria do Parque, da novidade do ano que passou.

sexta-feira, setembro 23, 2005

trabalhar é bom, trabalhar é bom... I

Partilho a sala com pessoas queridas. Valha-nos algum calor humano nesta calote polar.

trabalhar é bom, trabalhar é bom...

Toda a semana vesti casacos e camisolas. Hoje, que está realmente frio, esqueci-me e trouxe manga curta, o cabelo por secar e sapatos sem meias. Esta sala é grande, branca e gelada como um glaciar.

quinta-feira, setembro 22, 2005

saudade

Num comentário ao post anterior lembro-me da D. Maria do Amparo, a minha primeira professora. Contas feitas, apercebo-me que já passaram 21 anos desde que entrei naquela sala da escola primária de A-dos-pretos, com mesas e cadeiras minúsculas que me pareciam tão altas. Fico momentaneamente num estado de pânico contido quando confiro que não me enganei.

relatividade outonal irrelevante

Faltam 100 dias para o final do ano.
100 dias parece tanto, menos de 1/3 parece tão pouco.

quarta-feira, setembro 21, 2005

S. Miguel

O meu bairro, a ilha do meu irmão.
O sismógrafo vai-se agitando por lá, eu preocupo-me, reclamo, ele vai-me sossegando "Não te preocupes, o epicentro é a 50km daqui!" e fico pior. "Não é nada de especial", diz-me. "Partiram-se uns vidros e pratos cá em casa, o meu carro não estava travado e desceu pr'aí 50 metros, mas não foi nada" e ri-se ao telefone.

terça-feira, setembro 20, 2005

coisas que convém saber

Your French Name is:

Jolie Dufresne

de volta

Your Hidden Talent

You are a great communicator. You have a real way with words.
You're never at a loss to explain what you mean or how you feel.
People find it easy to empathize with you, no matter what your situation.
When you're up, you make everyone happy. But when you're down, everyone suffers.

quinta-feira, setembro 15, 2005

moral da história

P'ra provar que o mal é recompensado e que neste mundo injusto o Sol brilha sobre todos:
Vou 4 dias de férias.

OK

algumas pessoas merecem.

sou má.

má, má, má.
E não gosto.

direitos fundamentais

Lá em casa há vasos por todo o lado. Não temos varandas. Os parapeitos estão todos lotados. Desde hortelã, menta, salsa, cidreira, coentros, mangericão e cebolinho até túlipas, crocos, narcisos, cactos, gengibre, várias ornamentais de interior ou arroz dos telhados, há um bocadinho de tudo. E é por isto, que acho que mereço um jardim.

H2O

Se o corpo humano é cerca de 75% água, se o cérebro humano é cerca de 85% água, se estamos constantemente a utilizá-la, a hidrolizá-la e a perdê-la, faz sentido a importância de bebermos pelo menos 1,5 litros diários. Se bebermos só quando sentimos sede, muitos não vamos beber quase nada.
A desidratação pode ser a causa inicial da maior parte das patologias (há quem defenda que até do cancro e esclerose múltipla). E desidratação não acontece só quando passamos muito tempo ao Sol ou sentimos a boca seca, na maior parte das vezes nem chegamos a aperceber-nos. Mas porque o meio termo é o melhor, beber água em excesso pode causar anemia e graves problemas de fígado.

Afinal, o meu irmão fez um transplante

dentário.

quarta-feira, setembro 14, 2005

O meu irmão fez um implante

dentário.

Gripe das aves

A SPEA (Sociedade Portuguesa para o Estudo das Aves) disponibiliza uma explicação muito boa e acessível do que é, do que representa, do que pode vir a ser e do que provavelmente não será. Alarmismos televisivos à população em geral são forçados e desnecessários, há vacinas disponíveis para os hipocondríacos que com elas vivam mais felizes e para os ecólogos, tratadores, colombófilos, cromos dos pássaros e caçadores... esses sim, que se preocupem.

de volta

Afinal, o Verão arrependeu-se.

terça-feira, setembro 13, 2005

temos pena

Biologia é provavelmente a coisa mais interessante p'ra se estudar no mundo. Em portugal entram no curso demasiados contrariados. Quase todos queríamos medicina e acabamos lá. Passam-se uns anos a remoer as décimas ou as centésimas que faltaram, muitos tranferem-se mais tarde, outros voltam a fazer os exames (anos e anos a fio) e outros, como eu, percebem que até nem queriam ser médicos e, mal por mal, deixam-se ficar. Mas agora as batas brancas nos laboratórios já não me convencem, não são nenhuma garantia de integridade ou inteligência, o lado humano da investigação não existe, não há moralidade na ciência. Todos são empurrados para especializações num mundo que não é compartimentado nem pode ser compreendido ou explicado assim. Os investigadores brilhantes ignoram, quase todos, o mundo que os rodeia. Passam anos à volta de uma equação e meia dúzia de fórmulas, repetem procedimentos técnicos até à exaustão. E vou eu, e enfio-me nesta treta. A Ciência, com a confiança com que é encarada entre leigos, é um falso conceito. Desconfiem dela como desconfiam da política. Aliás, mais.

há coisas tão boas, tão pouco apreciadas IV

os orégãos
(estas palavras com dois acentos são do melhor. Como "Pedrógão" e "Piódão".)

há coisas tão boas, tão pouco apreciadas III

o cheiro da resina

há coisas tão boas, tão pouco apreciadas II

a cortiça

há coisas tão boas, tão pouco apreciadas I

o sono

há coisas tão boas, tão pouco apreciadas

o silêncio

segunda-feira, setembro 12, 2005

Para que conste


O meu objectivo de vida é ter um jardim.

...


Nada como ter que trabalhar durante o fim de semana para perder toda e qualquer pretensão de ser diferente, eu já só quero que o Natal chegue depressa p'ra ter férias e o resto é conversa.

sexta-feira, setembro 09, 2005

saio na próxima estação

A minha estação do ano preferida é sempre a que vem a seguir. Gosto muito de todas, durante o primeiro mês.

quinta-feira, setembro 08, 2005

Mona Lisa

Já olhei várias vezes para o monitor do computador hoje e me pareceu ver o reflexo da Gioconda em vez do meu. Em dias mal dormidos, estes cabelos escorridos não perdoam.

recordo

Três semanas em Estocolmo chegam se para aprender a dizer "olá" e "adeus" em sueco. Mais nada.

Neste braço de ferro entre o Outono e o Verão

cada pingo d'água é um cabelo da chuva.

quarta-feira, setembro 07, 2005

acerca do meu aparente pessimismo

só posso esclarecer que até sou uma optimista, as coisas é que vão mesmo mal. E chega de assuntos tristes.

o inevitável tema Euromilhões

Uma colega dizia-me " A mim chegavam-me só mil contos" (somos burros por cá, continuamos no escudo). Sorri e acrescentei que "a mim até quinhentos!". Só quando ela acrescentou que comprava uma casa e criava uma empresa é que concluí que a percebi mal, ela tinha dito "A mim chegavam-me cem mil contos".
Acho que peço muito pouco da vida. Ambas temos o mesmo ordenado mas aposto que sou mais feliz.

sejamos sinceros

O dinheiro não compra a felicidade mas é essencial.

escrevo muitos postais

e depois selo-os e guardo-os na mala dentro de um livro qualquer, esqueço-me deles e volto a encontrá-los meses ou anos depois quando já não faz sentido ir aos correios e o que escrevi está descontextualizado e desactualizado.

terça-feira, setembro 06, 2005

adeus Verão!

Acordei com as gotas de chuva a baterem na estrada e o som de pneus a rolarem sobre a água, com uma mão sobre o meu ombro e com vontade de continuar na cama a manhã inteira.

segunda-feira, setembro 05, 2005

sou uma ecologista sem paciência para ecologistas

Depois de tantas manifestações de indignação pelo facto do governo dos Estados Unidos não ter assinado o Protocolo de Kyoto, torna-se agora evidente que Portugal nunca conseguirá cumprir as exigências impostas pelo mesmo, dentro dos prazos previstos (nem no dobro!). E eu nem fico na dúvida sobre se será mais coerente não se assinar quando se sabe que não se vai conseguir cumprir ou assinar e não cumprir. O pior é que não vejo ninguém a engolir sapos. A ignorância é um belo estatuto.

business is business

Já me acusaram de ser demasiado germânica na forma de encarar o trabalho. Eu sinto-me demasiado mediterrânica na forma de encarar o lazer.

mas

eu sou dona da verdade.

o individualismo é uma coisa estúpida

Já muita gente falou e escreveu sobre isto. E fizeram-no muito melhor do que eu saberia, mas há alturas em que me parece urgente falar só para não engrossar a fileira dos que se calam.
As maiorias, as massas e os grupinhos de iluminados sempre me assustaram. Agora assustam cada vez mais. Sempre deve ter sido assim, mas como agora sou eu que ando por cá, pelo mundo, a coisa preocupa-me em especial. Torna-se assim uma questão meramente egoísta, esta da minha apreensão perante as tendências uniformizadoras da sociedade.
Há demasiada gente a achar-se dona da verdade, demasiada gente intolerante e demasiada gente excessivamente tolerante. Tenho medo de todos e de pertencer a algum dos grupos.

quando: trabalho = lazer

Tasquinhas, artesanato, cheiro a festas da aldeia, concertos do piorzinho e boa comida, com o castelo iluminado a servir de fundo. Recomendo.

sexta-feira, setembro 02, 2005

e

depois disto, nem sequer penses em voltar a comer bifes mal passados perto de mim.

comer

não é seguro.

quinta-feira, setembro 01, 2005

viver

não é seguro.