segunda-feira, janeiro 31, 2005

mais ou menos

Mais um dia de céu azul, mais um sem chuva e com demasiado frio, mais um dia sem alternativas de voto mas mais um dia de vida.

quinta-feira, janeiro 27, 2005

muito verdinha

Estreante pelos lados da amazon, descubro livros mesmo giros mas felizmente ainda sou muito naba pra saber fazer compras on-line. Há incapacidades que são uma benção.

doce como o mel

Não sou grande apreciadora de mel mas que as colmeias são bonitas e as abelhas impressionantes, isso parece-me que são.

há dores que doem mais

Quando são pessoas próximas de quem gostamos muito que adoecem custa-nos mais suportar a dor do que quando somos nós próprios. Quando isso acontece e, ainda por cima, não podemos estar presentes, é muito pior.

mentir com estilo

Quando me passam chamadas e tenho que mentir deliberadamente já começo a conseguir convencer-me a mim própria do que digo. Isto não abre bons precedentes.
Às vezes dizem-me coisas tão estúpidas com o ar mais inofensivo e descontraído do mundo que não consigo evitar pensar se também o faço. É muito provável que sim. Isto é assustador!
Se o Tiago tivesse comentários nos seus posts, a voz perdia toda a compostura e a blogosfera tornava-se um "sítio" hilariante.
Já não tenho paciência para não ter paciência.

quarta-feira, janeiro 26, 2005

Acordei com uma crise aguda

de empreendedorismo. Hoje acredito que podia criar a minha própria empresa e ter sucesso. O pior é que até acredito que isso seria possível sem um grande investimento inicial e a fazer um trabalho de que gosto. Há dias do caraças!

Nem tudo o que brilha,

tudo perde.

terça-feira, janeiro 25, 2005

Em terra de cegos, quem tem um olho é rei.

Ter só um olho, em terra de pessoas com dois olhos, só tem a vantagem de ser mais estimulante. Bem, e a de não ter que fechar um olho para usar o telescópio ou espreitar pelos buracos das fechaduras.

sexta-feira, janeiro 21, 2005

Luísa

Que me lembre, nunca conheci pessoalmente ninguém chamado Luísa. Não conheço nenhuma Luísa e acho isso estranho. Luís é tão vulgar!
Tenho uma tia avó Allouisia a quem chamo Loisle e que é casada com um polícia reformado, com muitos cabelos mas todos brancos, o Herbert. São dos casais mais divertidos que conheço, mas ela não é Luísa.
Ouvi falar algumas vezes na Luísa, irmã da Goreti que é das pessoas mais queridas da minha infância. A Goreti casou com um primo do meu pai e acho que isso faz dela minha prima em segundo grau mas não consigo calcular o meu grau de parentesco com a Luísa irmã dela que nunca vi mas imagino ser uma boa pessoa.
Se tivesse uma filha não lhe chamaria Luísa, se pudesse mudar de nome não escolheria Luísa, mas sempre gostei do nome, talvez por não ter referências.

quinta-feira, janeiro 20, 2005

luz

sombra

terça-feira, janeiro 18, 2005

por tentativas

Talvez trabalhar muito e o melhor que consiga. Fazer cada momento render como se fosse um dia inteiro e fixar os pensamentos no serão de amanhã ou na ida ao cinema do dia a seguir, no fim de semana na serra. Viver o presente com a força de querer chegar ao futuro. Talvez assim resulte!

sexta-feira, janeiro 14, 2005

Um morcego branco
nas árvores da Praça,
sem dentes.
Um chacal cinzento
com olhar caído.
Um tubarão com medo
metido nas grades.
Um leão de merda
sem rugido.
Um macaco mendigo
e uma mamba dormente
fazem o Zoo decadente

Diogo Cabrita

meu amor

conto pelos teus cabelos os dias e as noites
e a distância que vai da terra à minha infância
e nenhum avião ainda percorreu
conto as cidades e os povos os vivos e os mortos

e ainda ficam cabelos por contar
anos e anos ficarão por contar

defende-me até que eu conte
o teu último cabelo

António José Forte