Ao fim de quase 30 anos de casados, os meus pais continuam a amuar como namoraditos e eu acho isso fixe.
sexta-feira, outubro 28, 2005
podia ser um provérbio mas é pouco popular
Muito pior que a falta de dinheiro é a ausência de uma gestão capaz.
quinta-feira, outubro 27, 2005
profecias
Esta noite fui a um concerto e lembro-me do Miguel a fazer piruetas de um lado ao outro do palco e a tirar fotografias com algumas centenas de fãs. Entretanto acordei.
quarta-feira, outubro 26, 2005
provisoriamente provisórios
Vivemos provisoriamente numa casa arrendada. Os sofás que comprámos são provisórios, a cama de casal enorme é provisória, os armários são provisórios, os tapetes provisórios, as estantes provisórias. Em dois anos mudámos 3 vezes de casa, de cidade e de distrito. Não me importo. Até gosto.
Ontem dizia-lhe que gostava de viver um ano nos Açores e recebia o habitual olhar "esta só diz disparates".
segunda-feira, outubro 24, 2005
sugar free
As únicas pastilhas elásticas que interessam são as que dão para fazer bolhas. Conclusões importantes a que se chega enquanto se passeia por entre textos e fotografias dos amigos.
alfa
A questão da nomenclatura dos furacões depois de se esgotar a lista anual tinha ficado em aberto. Este fim de semana fui esclarecida por um cientista competente: passa-se do alfabeto árabe para o grego. Hoje confirmei: o mais recente furacão identificado chama-se alfa. Quanto à pergunta óbvia sobre se este ano estará a ter mais furacões do que é normal (como parece), a resposta é não. Já houve anos com um número idêntico destes fenómenos, a intensidade é que não costumava ser tão elevada.
quinta-feira, outubro 20, 2005
a relatividade ou o Euromilhões é uma migalha
Espanta-me a facilidade com que em contexto de trabalho 300 mil Euros me parecem não chegar para nada. Tento esticar de um lado, esticar de outro, e sempre para concluir que o Desenvolvimento Rural ainda é demasiado caro.
quarta-feira, outubro 19, 2005
porque é que não me importo de viver perto de Souselas
Cresci na Maceira e estudei perto da cimenteira numa altura em que não se falava em co-incineração e, por isso, era natural queimarem-se pneus a céu aberto.
Cozi o tagliatelle do almoço em água com sal e um cubo de caldo de carne Knorr.
Bebo mais do que 1 café todos os dias.
Sento-me muitas vezes ao lado de pessoas que fumam.
Como muitos doces e, de vez em quando, bebo refrigerantes.
Gosto de guisados com folhas de louro e não dispenso a noz moscada no puré.
O vento costuma soprar no sentido contrário.
dead line
Por cá, as respostas já são: "Não se preocupe com o prazo porque antes disso vamos morrer todos com gripe". E trabalha-se muito melhor sem pressão.
malucos do riso na RTP
Mesmo nos dias em que os trabalhos por terminar e as incompatibilidades horárias nem sequer permitem partilhar as refeições, juntamo-nos à hora d'O Cofre. Desde os nomes dos ajudadores ("o artista"), até às respostas absurdas demoradamente negociadas (último presidente da República Portuguesa antes do 25 Abril de 74: Carmona Rodrigues) e sem esquecer as conversas idiotas do apresentador com os concorrentes ("mas nisso dos SIG o recorte da costa de Portugal fica muito diferente?"), tudo é entretenimento.
terça-feira, outubro 18, 2005
falar do que se fala por aí
Há blogues bons, maus e péssimos. Nos bons há poucos femininos e poucos masculinos, nos maus há mais femininos que masculinos, nos péssimos há mais masculinos que femininos. Não há nada como o pragmatismo pela manhã.
segunda-feira, outubro 17, 2005
domingo, outubro 16, 2005
por cá, estamos a investigar o caso
Tenho quase a certeza de que os fins-de-semana estão cada vez mais curtos mas, por enquanto, ainda não posso provar nada.
quinta-feira, outubro 13, 2005
provinciana amargurada
Que um jornalista em horário nobre diga "na Anadia" em vez de "em Anadia", perdoa-se. Que um jornalista em horário nobre diga "no Pombal" em vez de "em Pombal", custa mais mas volta-se a perdoar. Que um jornalista em horário nobre diga "no Marco de Canaveses" em vez de "em Marco de Canaveses", engole-se em seco mas tem que se perdoar outra vez. Se dissesse "na Lisboa" em vez de "em Lisboa", aposto que lhe caíam todos em cima.
se calhar sou só eu
A primeira coisa que a directora técnica do Laboratório de cultura de tecidos da Faculdade me perguntou, foi o meu signo. Antes do nome.
Uma das minha colegas de trabalho anda a fazer um tratamento com cristais e rezas para melhorar a circulação. É engenheira, evolucionista, céptica e, supostamente, uma mulher informada.
Encontro, cada vez com mais frequência, blogues com pretensões intelectuais, explicações científicas ou propensões religiosas, cujo perfil dos autores refere o signo.
Se calhar sou só eu que os acho incoerentes.
quarta-feira, outubro 12, 2005
liberdade
É muito frequente esquecer-me do telemóvel em casa quando venho trabalhar e agora, esquecê-lo no trabalho quando vou para casa, começou a sê-lo também. Deve ser aborrecido p'ra quem precise de falar comigo mas sabe-me tão bem que está quase a deixar de ser esquecimento para passar a ser propositado.
terça-feira, outubro 11, 2005
segunda-feira, outubro 10, 2005
coincidências
O Dia do Professor coincidiu com o Dia do Animal.
Não sou eu quem o diz mas sou eu quem o constata.
furacões/ano
Descubro que, em cada ano, aos furacões identificados vão sendo atribuídos nomes por ordem alfabética. Hipoteticamente, ao Ana segue-se o Bruno, a que se seguirá o Carlos, depois o Daniela e por aí em diante até ao Zé. Não é exactamente assim, mas quase. Algumas letras ficam de fora (Q, U, X, Y e Z) e a lista de nomes é pré-definida e repete-se de 6 em 6 anos. Em 2005 ficaram já famosos (pelas piores razões) o Katrina, mais tarde o Rita e agora anda por aí o Vince, ao que parece a despedir-se. O ano tem sido pródigo nestes fenómenos e a mais de 2 meses de acabar já resta pouco alfabeto (só um W). Qual será a estratégia agora? Açambarcar nomes de 2006 ou começar a conjugar nomes com números?
quinta-feira, outubro 06, 2005
PUB
Glossário dos nomes comuns de animais e plantas, e respectivas espécies, adoptados pela National Geographic - Portugal, com algumas das ilustrações do Nuno Farinha e do Fernando Correia (dois grandes convencidos espertalhões que não se têm saído nada mal).
terça-feira, outubro 04, 2005
gripe dos piu-pius
Nada como tentarmos saber do que se está a falar para não nos assustarmos com os alarmismos histéricos de maus jornalistas desocupados.
segunda-feira, outubro 03, 2005
eclipse
Uma luz diferente em tudo, um frio absurdo e repentino e um fenómeno bonito e que nos fez sentir pequeninos, tão pequeninos.
medo
A Serra da Boa Viagem está a arder outra vez mas não me parece possível que toda esta cinza e fumo venham só de lá. Passei a manhã com dores de garganta e olhos a arder, não temos forma de fugir ao fumo, está em todo o lado. Quando ia para casa almoçar tive medo, pela primeira vez, senti medo disto tudo. Há fumo demais, o céu está cinzento e a minha mesa na cozinha estava coberta de cinzas.
domingo, outubro 02, 2005
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