e já volto.
quinta-feira, dezembro 29, 2005
para que conste

Também há mulheres que eu acho bonitas. Não tão bonitas como as minhas all star nem tão interessantes como o Adrien Brody, mas o bastante.
quero epidural
Isto é difícil. O que me está a custar empurrar a fotografia para baixo com este post. Chego a ficar sem assunto, o que não é fácil nem frequente. Isto é um parto a ferros.
terça-feira, dezembro 27, 2005
um aparte
É óbvia a minha predilecção por homens com narizes esteticamente questionáveis. A contrariar ideias feitas, a minha costela alemã só me deixa suspirar por tipos com marcado aspecto semita. Voltei à adolescência. Era p'ra toda a vida!
sexta-feira, dezembro 16, 2005
"- A sorte não me sorriu - dizia, fria e com esse ar de condenadas falsas, que amam mais a pena do que o perdão."
Agustina Bessa-Luís
Jóia de Família
quarta-feira, dezembro 14, 2005
pampilho-das-searas

Esta flor (que na realidade não é uma, são muitas - cada pontinho do centro amarelo corresponde a uma flôr) pertence à família Compositae (ou das "compostas" - precisamente por a inflorescência ser composta por muitas flores) tal como os malmequeres ou os girassóis. Chama-se pampilho e deu nome a sítios como a Pampilhosa ou a Pampilhosa da Serra.
terça-feira, dezembro 13, 2005
Merci
Toda a publicidade aos produtos da Ferrero é indiscutivelmente má. Muito má. A qualidade da publicidade é inversamente proporcional à do sabor dos produtos. Mon Cherry, Ferrero Rocher, Nutella, Kinder... todos bons e todos com anúncios medonhos. Provavelmente por o esquema resultar e venderem na mesma, os italianos são agora copiados pelos suíços que conseguiram o impensável: publicidade pior que a da Ferrero. Merci, muito obrigado.
terapia diária obrigatória
Às 17h30 podem ser vistos Marte, Vénus e a Lua. Um espectáculo gratuito do melhor, mais bonito e bem encenado que tem andado por aí. Os finais de tarde das últimas semanas têm sido particularmente bonitos. O céu limpo e as temperaturas baixas prometem manter-se e por isso o céu continuará a gradar entre o azul forte e o rosa todas as tardes enquanto no céu não se vêm estrelas, só planetas (e satélites naturais, certo). Vénus é lindo, grande e brilhante e Marte, mais pequeno, é avermelhado. Vale a pena procurá-los.
segunda-feira, dezembro 12, 2005
cada dia como se fosse o último
Não sei se, por ser Inverno ou quase Natal, se pelos salários em atraso, se é hormonal ou se estou só, finalmente, a ultrapassar a adolescência mas acordo todos os dias a pensar que posso morrer ou que as pessoas à minha volta podem não estar cá no dia seguinte e que tenho que fazer as coisas bem feitas e passar o máximo de tempo possível com cada uma. Não era normal, mas sabe bem.
sexta-feira, dezembro 09, 2005
volta, TV cabo, estás perdoada
Os debates televisivos com os candidatos presidencias parecem-me todos uma valente seca. Não sei o que dizer dos fins de tarde regionais da RTP e das conversas na 2 com aquela gaja (de dentes tortos e meio saídos) que fazia programas saltitões com o Zé Figueiras na SIC e agora, de repente, quer parecer culta e interessada em tudo o que os convidados lhe dizem. Na SIC dão morangos com açucar brasileiros, na TVI a malhação portuguesa e o Marcelo Rebelo de Sousa começa agora a ter piada, graça mesmo, por se achar mais importante do que na realidade é. Ou, às tantas não, eu sei lá.
segunda-feira, dezembro 05, 2005
guilhotina
Existem verdades que nunca poderemos expressar sob a pena de magoarmos quem não merece. Ficam silêncios, ausências, omissões penalizadoras e amizades mais frágeis.
o J.C. é agnóstico
A C. e a A. divertem-se a procurar imagens foleiras da Sr.ª de Fátima, p'ró ambiente de trabalho do computador do J.C. que saiu para um congresso.
1+1=2 ou relatos da vida +/- selvagem
No campo aqui ao lado é frequente ver coelhos aos saltinhos, a correr ou parados a observar. No final da semana passada andaram por cá 3 cães a vasculhar durante duas tardes. Não voltei a ver coelhos.
quarta-feira, novembro 30, 2005
falar do tempo dá sempre mau resultado
Voltei à rua. O céu azul e o Sol quente que encontrei lá fora deixam-me dúvidas quanto à minha lucidez. Gelo?
White Christmas
O Inverno chegou hoje cá a casa. De manhã havia gotas de orvalho congeladas sobre a erva, a camada de gelo nos vidros do carro custou-me mais de 5 minutos de persistência até conseguir ver alguma coisa à frente e o volante congelado exigiu luvas.
No sábado, à passagem por Pombal, vi o que nunca esperaria ver numa zona àquela altitude: estrada, campos, jardins, casas e telhados, tudo coberto por um manto branco. Podem dizer-me que era gelo, juro que parecia neve.
Por cá, o Inverno a sério só chegou hoje, último dia de Novembro. Mesmo a tempo.
terça-feira, novembro 29, 2005
viagens na minha terra
Alentejo, Guadiana, Pulo do Lobo. Num dos últimos passeios dos meus pais ao que restava da Aldeia da Luz agora submersa, o Pulo do Lobo foi a maior desilusão. Voltaram a dizer que não percebiam porque é que tanta gente lhes recomendou uma passagem por aquele sítio. Conhecendo-os como conheço nem me admiro que tenham confundido e olhado para o lado errado ou, às tantas, foram lá de noite. Nos meus planos está uma passagem por lá e, entretanto, vou passando por este.
segunda-feira, novembro 28, 2005
a coitadinha que me saiu na rifa
O blog do meu marido promove ondas de solidariedade para comigo. "Coitada, o que tu aturas!" ou "Não deve ser pêra doce em casa." são expressões a que começo a habituar-me.
sexta-feira, novembro 25, 2005
quinta-feira, novembro 24, 2005
quarta-feira, novembro 23, 2005
desemprego
Ultimamente não me lembro d'uma única conversa em que não me tenham perguntado onde trabalho, o que faço e blá-blá-blá, blá-blá. As pessoas parecem ter mesmo interesse em saber esse tipo de coisas. Não compreendo e cansa-me repetir sempre a ladaínha mas também me ajuda a perceber melhor o drama de estar desempregado. A pergunta é tão frequente que parece mais importante o que fazemos do que quem somos. Todos queremos poder dar uma resposta que impressione, talvez por isso existam tantos desempregados e tantos empregos disponíveis que parecem não interessar a ninguém.
claro como a água
"...e do vento, das nuvens e de florestas em montanhas já ninguém fala. Parece que o mundo é só as coisas que os homens fazem ou dizem. Isso é estúpido. A espécie humana é pequena demais para merecer toda a minha atenção." escreveu o Vincent. Eu lia e pensava "mas que raio, é mesmo isto. E é tão óbvio que até fica mal transcrevê-lo", ao fim de uma semana já sei que não é assim tão óbvio e transcrevo mesmo. Tinha que ser. Se não é descobrir a pólvora, é rebentar com ela!
terça-feira, novembro 22, 2005
sexta-feira, novembro 18, 2005
bom fim de semana
Já lá estive do outro lado. Era estudante, miúda. Ainda por cima tinha a mania que era esperta e exibia o estatuto de dirigente associativo como se valesse alguma coisa. Agora percebo o ridículo das greves. E os ridículos interesses políticos que movem os piõezinhos todos e como é conveniente marcarem-se greves à sexta-feira. Mas há sempre quem acredita mesmo que tem razão e que a greve faz sentido. Não conheço uma única pessoa totalmente satisfeita, duvido que exista. Confundimos muito facilmente privilégios com direitos. Instala-se uma cegueira colectiva e achamos justo alimentar e defender o nosso egoísmo. Provavelmente sou igual. Não há razão nas massas. Não vale a pena. E um fim-de-semana prolongado dá sempre jeito.
quinta-feira, novembro 17, 2005
quarta-feira, novembro 16, 2005
as tampinhas valem cadeiras de rodas
Nós já enchemos um garrafão com tampinhas.
Existem, por todo o país, vários locais onde se podem entregar as tampinhas (contam as tampas de garrafas e garrafões de água, refrigerantes, iogurtes líquidos e leites do dia. As pegas dos garrafões de água e anilhas, que são do mesmo material, também podem ser utilizadas. Não devem ser utilizadas para esta campanha as tampas de plástico de óleos, shampoos e detergentes. As tampas de plástico das garrafas de vinho também não, porque se trata de um plástico diferente). As tampas recolhidas são depois entregues num dos sistemas de recolha de resíduos urbanos que tenha aderido ao projecto. Os sistemas enviam as tampas para uma empresa de reciclagem designada pela Sociedade Ponto Verde, que lhes envia o valor por tonelada correspondente. Esse valor reverte depois para a compra de material ortopédico para quem mais dele necessita.
sexta-feira, novembro 11, 2005
quarta-feira, novembro 09, 2005
feira das vaidades
Ultimamente tenho tido alguma dificuldade em relacionar-me com este planalto. Não tenho muito tempo nem paciência, não aprecio blogs que só sobrevivem às custas de retalhos de outros ou de excertos de livros por isso não quero um p'ra mim, não ando com vontade de conversa da tanga, nunca me agradou expor escolhas e opiniões muito pessoais a quem não conheço, muito menos me apetece escrever pensamentos íntimos num sítio ao acesso dos colegas de trabalho, mãe, irmão, marido, tios ou conhecidos. Ninguém tem nada a ver com a minha vida privada mas às vezes é mesmo dela que preciso de falar, como não o quero fazer aqui, também não vou fingir que me apetece escrever as banalidades do costume. Os blogs são só vaidade, tudo é vaidade.
terça-feira, novembro 08, 2005
não sou de apostas, mas
Aposto que a pausa de almoço foi calculada a pensar no tempo necessário para se fazer lasanha, uma salada de alface roxa frisada, tomate de cacho e cogumelos crus, comer e sair de casa a correr.
Pois foi, Sara e Daniel, lasanha outra vez!
a tal velha natureza
Local de trabalho. Há dias em que as conversas não vão muito além de "a minha pilinha é maior que a tua", porque toda a gente acha que tirou o melhor curso e o mais difícil. Esquivo-me, ponho os auscultadores e aumento o volume.
segunda-feira, novembro 07, 2005
sweet November
A minha tia Ruth não gosta do mês de Novembro. Diz que é o mais triste do ano. A mudança de hora deixa-nos dias curtos e noites longas, não há festas, tem o dia de finados, chega o frio a sério, morre muita gente, há mais depressões e não parece bem Outono nem bem Inverno.
Por causa das tosses, cá em casa já declarei oficialmente aberta a época pré-natalícia e não se fala mais nisso.
sexta-feira, novembro 04, 2005
Ruscus aculeatus
Esta é a gilbardeira (nome comum). Muito procurada para arranjos de Natal, na falta e impossibilidade de se usar o azevinho (espécie protegida).
Quando era pequena, lembro-me que o feriado de 1 de Dezembro era dia de andar com o meu pai e com o meu irmão pelos pinhais nos arredores de casa à procura de um pinheiro menos torto e mais redondo que tivesse nascido muito próximo de outro(s) e precisasse ser "desbastado" (era a palavra que o meu pai usava p'ra nos explicar que um daqueles pinheiros teria mecessariamente que ser cortado para que o outro pudesse crescer decentemente). Os nossos pinheiros de Natal eram sempre tortos. Eu aproveitava os passeios exploratórios e apanhava ramos de gilbardeira (picava-me toda) que depois davam uns arranjos pirosos lá por casa. Foi há poucos anos que descobri que este é que era o nome da planta porque antes a minha avó chamava-lhe giz-barbeiro. Esta historia toda não tem interesse nenhum e se esperavam chegar a algum lado, lamento a desilusão. Só me lembrei que é impressionante a evolução que a linguagem pode sofrer com um isolamento de tão poucos anos.
quinta-feira, novembro 03, 2005
quarta-feira, novembro 02, 2005
modern times
Cresci com o hábito de, todos os anos, no dia 1 de Novembro, pegar numa saca do pão bordada pela tia do meu pai (a titi) e ir com os outros miúdos pedir o bolinho. Chamavamos-lhe "Dia do Pão por Deus" e gritávamos em coro: "Oh tia, dá bolinho?" ou "Oh tia, dá pão por Deus!" (nas versões mais hardcore: "Oh tia, dá bolinho, senão leva com uma tranca no focinho!" - na aldeia resolve-se assim a situação).
Agora em Coimbra, é com alguma nostalgia que vejo as castanhas e as merendeiras (broas doces com passas de uva, nozes, pinhões e figos secos) substituídas por gomas e dinheiro. O dia do Pão por Deus cá, é Dia das Bruxas. Em vez de os miúdos virem no dia 1, saem todas as noites do final de Outubro e início de Novembro, cantam "bolinhos e bolinhós, para mim e para vós, blá blá blá" (uma bela rima) mas torcem o nariz a bolinhos e querem é moedas. No fim-de-semana passado não abrimos a porta a um grupo de miúdos com ar de terem mais de 16 anos e barba a rebentar e o resultado foi a porta bombardeada com ovos crus, gemas desfeitas no tapete e claras espalhadas no puxador da porta. Mais valia a tranca no focinho.
para quem já não se lembra:
os amuos de namorados são a melhor coisa da vida. Embrulham duas pessoas e um monte de coisas boas, tudo no mesmo cartuxo.
sexta-feira, outubro 28, 2005
desligo o telefone com um sorriso
Ao fim de quase 30 anos de casados, os meus pais continuam a amuar como namoraditos e eu acho isso fixe.
podia ser um provérbio mas é pouco popular
Muito pior que a falta de dinheiro é a ausência de uma gestão capaz.
quinta-feira, outubro 27, 2005
profecias
Esta noite fui a um concerto e lembro-me do Miguel a fazer piruetas de um lado ao outro do palco e a tirar fotografias com algumas centenas de fãs. Entretanto acordei.
quarta-feira, outubro 26, 2005
provisoriamente provisórios
Vivemos provisoriamente numa casa arrendada. Os sofás que comprámos são provisórios, a cama de casal enorme é provisória, os armários são provisórios, os tapetes provisórios, as estantes provisórias. Em dois anos mudámos 3 vezes de casa, de cidade e de distrito. Não me importo. Até gosto.
Ontem dizia-lhe que gostava de viver um ano nos Açores e recebia o habitual olhar "esta só diz disparates".
segunda-feira, outubro 24, 2005
sugar free
As únicas pastilhas elásticas que interessam são as que dão para fazer bolhas. Conclusões importantes a que se chega enquanto se passeia por entre textos e fotografias dos amigos.
alfa
A questão da nomenclatura dos furacões depois de se esgotar a lista anual tinha ficado em aberto. Este fim de semana fui esclarecida por um cientista competente: passa-se do alfabeto árabe para o grego. Hoje confirmei: o mais recente furacão identificado chama-se alfa. Quanto à pergunta óbvia sobre se este ano estará a ter mais furacões do que é normal (como parece), a resposta é não. Já houve anos com um número idêntico destes fenómenos, a intensidade é que não costumava ser tão elevada.
quinta-feira, outubro 20, 2005
a relatividade ou o Euromilhões é uma migalha
Espanta-me a facilidade com que em contexto de trabalho 300 mil Euros me parecem não chegar para nada. Tento esticar de um lado, esticar de outro, e sempre para concluir que o Desenvolvimento Rural ainda é demasiado caro.
quarta-feira, outubro 19, 2005
porque é que não me importo de viver perto de Souselas
Cresci na Maceira e estudei perto da cimenteira numa altura em que não se falava em co-incineração e, por isso, era natural queimarem-se pneus a céu aberto.
Cozi o tagliatelle do almoço em água com sal e um cubo de caldo de carne Knorr.
Bebo mais do que 1 café todos os dias.
Sento-me muitas vezes ao lado de pessoas que fumam.
Como muitos doces e, de vez em quando, bebo refrigerantes.
Gosto de guisados com folhas de louro e não dispenso a noz moscada no puré.
O vento costuma soprar no sentido contrário.
dead line
Por cá, as respostas já são: "Não se preocupe com o prazo porque antes disso vamos morrer todos com gripe". E trabalha-se muito melhor sem pressão.
malucos do riso na RTP
Mesmo nos dias em que os trabalhos por terminar e as incompatibilidades horárias nem sequer permitem partilhar as refeições, juntamo-nos à hora d'O Cofre. Desde os nomes dos ajudadores ("o artista"), até às respostas absurdas demoradamente negociadas (último presidente da República Portuguesa antes do 25 Abril de 74: Carmona Rodrigues) e sem esquecer as conversas idiotas do apresentador com os concorrentes ("mas nisso dos SIG o recorte da costa de Portugal fica muito diferente?"), tudo é entretenimento.
terça-feira, outubro 18, 2005
falar do que se fala por aí
Há blogues bons, maus e péssimos. Nos bons há poucos femininos e poucos masculinos, nos maus há mais femininos que masculinos, nos péssimos há mais masculinos que femininos. Não há nada como o pragmatismo pela manhã.
segunda-feira, outubro 17, 2005
domingo, outubro 16, 2005
por cá, estamos a investigar o caso
Tenho quase a certeza de que os fins-de-semana estão cada vez mais curtos mas, por enquanto, ainda não posso provar nada.
quinta-feira, outubro 13, 2005
provinciana amargurada
Que um jornalista em horário nobre diga "na Anadia" em vez de "em Anadia", perdoa-se. Que um jornalista em horário nobre diga "no Pombal" em vez de "em Pombal", custa mais mas volta-se a perdoar. Que um jornalista em horário nobre diga "no Marco de Canaveses" em vez de "em Marco de Canaveses", engole-se em seco mas tem que se perdoar outra vez. Se dissesse "na Lisboa" em vez de "em Lisboa", aposto que lhe caíam todos em cima.
se calhar sou só eu
A primeira coisa que a directora técnica do Laboratório de cultura de tecidos da Faculdade me perguntou, foi o meu signo. Antes do nome.
Uma das minha colegas de trabalho anda a fazer um tratamento com cristais e rezas para melhorar a circulação. É engenheira, evolucionista, céptica e, supostamente, uma mulher informada.
Encontro, cada vez com mais frequência, blogues com pretensões intelectuais, explicações científicas ou propensões religiosas, cujo perfil dos autores refere o signo.
Se calhar sou só eu que os acho incoerentes.
quarta-feira, outubro 12, 2005
liberdade
É muito frequente esquecer-me do telemóvel em casa quando venho trabalhar e agora, esquecê-lo no trabalho quando vou para casa, começou a sê-lo também. Deve ser aborrecido p'ra quem precise de falar comigo mas sabe-me tão bem que está quase a deixar de ser esquecimento para passar a ser propositado.
terça-feira, outubro 11, 2005
segunda-feira, outubro 10, 2005
coincidências
O Dia do Professor coincidiu com o Dia do Animal.
Não sou eu quem o diz mas sou eu quem o constata.
furacões/ano
Descubro que, em cada ano, aos furacões identificados vão sendo atribuídos nomes por ordem alfabética. Hipoteticamente, ao Ana segue-se o Bruno, a que se seguirá o Carlos, depois o Daniela e por aí em diante até ao Zé. Não é exactamente assim, mas quase. Algumas letras ficam de fora (Q, U, X, Y e Z) e a lista de nomes é pré-definida e repete-se de 6 em 6 anos. Em 2005 ficaram já famosos (pelas piores razões) o Katrina, mais tarde o Rita e agora anda por aí o Vince, ao que parece a despedir-se. O ano tem sido pródigo nestes fenómenos e a mais de 2 meses de acabar já resta pouco alfabeto (só um W). Qual será a estratégia agora? Açambarcar nomes de 2006 ou começar a conjugar nomes com números?
quinta-feira, outubro 06, 2005
PUB
Glossário dos nomes comuns de animais e plantas, e respectivas espécies, adoptados pela National Geographic - Portugal, com algumas das ilustrações do Nuno Farinha e do Fernando Correia (dois grandes convencidos espertalhões que não se têm saído nada mal).
terça-feira, outubro 04, 2005
gripe dos piu-pius
Nada como tentarmos saber do que se está a falar para não nos assustarmos com os alarmismos histéricos de maus jornalistas desocupados.
segunda-feira, outubro 03, 2005
eclipse
Uma luz diferente em tudo, um frio absurdo e repentino e um fenómeno bonito e que nos fez sentir pequeninos, tão pequeninos.
medo
A Serra da Boa Viagem está a arder outra vez mas não me parece possível que toda esta cinza e fumo venham só de lá. Passei a manhã com dores de garganta e olhos a arder, não temos forma de fugir ao fumo, está em todo o lado. Quando ia para casa almoçar tive medo, pela primeira vez, senti medo disto tudo. Há fumo demais, o céu está cinzento e a minha mesa na cozinha estava coberta de cinzas.
domingo, outubro 02, 2005
sexta-feira, setembro 30, 2005
sintonizo
Big Boy Cleveland na RUC e, enquanto fecho os olhos, imagino o Archie Bunker a cantar. Não me perguntem porquê. Não me perguntem nada.
quinta-feira, setembro 29, 2005
lisboetas de bica tomada
"Encanto-me sempre com a imagem daqueles cinco homens (lisboetas de bica tomada, jornal desportivo no transporte e piropo debaixo da língua) o dia todo envoltos em rendas, meias, bordados e tricot."
Uma descrição deliciosa, n'a ervilha cor de rosa.
quarta-feira, setembro 28, 2005
portuguesmente
vamos ao dicionário.
É cada vez mais difícil encontrar alguma réstea de humanidade nos seres humanos. Tudo é tendencioso e corrompido.
terça-feira, setembro 27, 2005
eclipse anular
O último aconteceu há 93 anos e o próximo só o veremos por cá daqui a 23. No dia 3 de Outubro vai poder observar-se numa faixa no norte de Portugal. Vale a pena tirar um dia e prolongar o fim de semana. Uns amigos meus vão estar por Bragança a garantir que os dias de quem aparecer serão bem passados.
já não há esperança
O novo professor de educação física nos Morangos com Açucar tinha aulas de guitarra com a minha mãe e ia todas as semanas lá a casa. Se quiserem referências posso ver o que é que se arranja.
será do Guaraná?
Falta uma semana para comemorar 2 anos de casamento e ainda não lavei o meu vestido de noiva.
segunda-feira, setembro 26, 2005
P'ra mim
a manhã de sábado passou a ser sinónimo de Mercado. Muitas flores, frutos coloridos, abóboras, legumes frescos, vendedoras simpáticas, turistas de máquina fotográfica em punho e o bulício do regateio.
Ich bin Dum
Já ando há mais de 15 dias com vontade de enfeitar a árvore de Natal cá na sala. Se entretanto me quiserem internar, não é precisa a camisa de forças, vou de livre vontade.
Tive agora
um momento de nostalgia das primeiras chuvas frescas de 2004, das primeiras camisolas da lã depois do Verão, dos almoços comunitários na D. Rosa e no Gôndola, dos lanches de fim de tarde na Pastelaria do Parque, da novidade do ano que passou.
sexta-feira, setembro 23, 2005
trabalhar é bom, trabalhar é bom... I
Partilho a sala com pessoas queridas. Valha-nos algum calor humano nesta calote polar.
trabalhar é bom, trabalhar é bom...
Toda a semana vesti casacos e camisolas. Hoje, que está realmente frio, esqueci-me e trouxe manga curta, o cabelo por secar e sapatos sem meias. Esta sala é grande, branca e gelada como um glaciar.
quinta-feira, setembro 22, 2005
saudade
Num comentário ao post anterior lembro-me da D. Maria do Amparo, a minha primeira professora. Contas feitas, apercebo-me que já passaram 21 anos desde que entrei naquela sala da escola primária de A-dos-pretos, com mesas e cadeiras minúsculas que me pareciam tão altas. Fico momentaneamente num estado de pânico contido quando confiro que não me enganei.
relatividade outonal irrelevante
Faltam 100 dias para o final do ano.
100 dias parece tanto, menos de 1/3 parece tão pouco.
quarta-feira, setembro 21, 2005
S. Miguel
O sismógrafo vai-se agitando por lá, eu preocupo-me, reclamo, ele vai-me sossegando "Não te preocupes, o epicentro é a 50km daqui!" e fico pior. "Não é nada de especial", diz-me. "Partiram-se uns vidros e pratos cá em casa, o meu carro não estava travado e desceu pr'aí 50 metros, mas não foi nada" e ri-se ao telefone.
terça-feira, setembro 20, 2005
de volta
| Your Hidden Talent |
![]() You are a great communicator. You have a real way with words. You're never at a loss to explain what you mean or how you feel. People find it easy to empathize with you, no matter what your situation. When you're up, you make everyone happy. But when you're down, everyone suffers. |
quinta-feira, setembro 15, 2005
moral da história
P'ra provar que o mal é recompensado e que neste mundo injusto o Sol brilha sobre todos:
Vou 4 dias de férias.
Vou 4 dias de férias.
direitos fundamentais
Lá em casa há vasos por todo o lado. Não temos varandas. Os parapeitos estão todos lotados. Desde hortelã, menta, salsa, cidreira, coentros, mangericão e cebolinho até túlipas, crocos, narcisos, cactos, gengibre, várias ornamentais de interior ou arroz dos telhados, há um bocadinho de tudo. E é por isto, que acho que mereço um jardim.
H2O
Se o corpo humano é cerca de 75% água, se o cérebro humano é cerca de 85% água, se estamos constantemente a utilizá-la, a hidrolizá-la e a perdê-la, faz sentido a importância de bebermos pelo menos 1,5 litros diários. Se bebermos só quando sentimos sede, muitos não vamos beber quase nada.
A desidratação pode ser a causa inicial da maior parte das patologias (há quem defenda que até do cancro e esclerose múltipla). E desidratação não acontece só quando passamos muito tempo ao Sol ou sentimos a boca seca, na maior parte das vezes nem chegamos a aperceber-nos. Mas porque o meio termo é o melhor, beber água em excesso pode causar anemia e graves problemas de fígado.
quarta-feira, setembro 14, 2005
Gripe das aves
A SPEA (Sociedade Portuguesa para o Estudo das Aves) disponibiliza uma explicação muito boa e acessível do que é, do que representa, do que pode vir a ser e do que provavelmente não será. Alarmismos televisivos à população em geral são forçados e desnecessários, há vacinas disponíveis para os hipocondríacos que com elas vivam mais felizes e para os ecólogos, tratadores, colombófilos, cromos dos pássaros e caçadores... esses sim, que se preocupem.
terça-feira, setembro 13, 2005
temos pena
Biologia é provavelmente a coisa mais interessante p'ra se estudar no mundo. Em portugal entram no curso demasiados contrariados. Quase todos queríamos medicina e acabamos lá. Passam-se uns anos a remoer as décimas ou as centésimas que faltaram, muitos tranferem-se mais tarde, outros voltam a fazer os exames (anos e anos a fio) e outros, como eu, percebem que até nem queriam ser médicos e, mal por mal, deixam-se ficar. Mas agora as batas brancas nos laboratórios já não me convencem, não são nenhuma garantia de integridade ou inteligência, o lado humano da investigação não existe, não há moralidade na ciência. Todos são empurrados para especializações num mundo que não é compartimentado nem pode ser compreendido ou explicado assim. Os investigadores brilhantes ignoram, quase todos, o mundo que os rodeia. Passam anos à volta de uma equação e meia dúzia de fórmulas, repetem procedimentos técnicos até à exaustão. E vou eu, e enfio-me nesta treta. A Ciência, com a confiança com que é encarada entre leigos, é um falso conceito. Desconfiem dela como desconfiam da política. Aliás, mais.
há coisas tão boas, tão pouco apreciadas IV
os orégãos
(estas palavras com dois acentos são do melhor. Como "Pedrógão" e "Piódão".)
segunda-feira, setembro 12, 2005
sexta-feira, setembro 09, 2005
saio na próxima estação
A minha estação do ano preferida é sempre a que vem a seguir. Gosto muito de todas, durante o primeiro mês.
quinta-feira, setembro 08, 2005
Mona Lisa
Já olhei várias vezes para o monitor do computador hoje e me pareceu ver o reflexo da Gioconda em vez do meu. Em dias mal dormidos, estes cabelos escorridos não perdoam.
quarta-feira, setembro 07, 2005
acerca do meu aparente pessimismo
só posso esclarecer que até sou uma optimista, as coisas é que vão mesmo mal. E chega de assuntos tristes.
o inevitável tema Euromilhões
Uma colega dizia-me " A mim chegavam-me só mil contos" (somos burros por cá, continuamos no escudo). Sorri e acrescentei que "a mim até quinhentos!". Só quando ela acrescentou que comprava uma casa e criava uma empresa é que concluí que a percebi mal, ela tinha dito "A mim chegavam-me cem mil contos".
Acho que peço muito pouco da vida. Ambas temos o mesmo ordenado mas aposto que sou mais feliz.
escrevo muitos postais
e depois selo-os e guardo-os na mala dentro de um livro qualquer, esqueço-me deles e volto a encontrá-los meses ou anos depois quando já não faz sentido ir aos correios e o que escrevi está descontextualizado e desactualizado.
terça-feira, setembro 06, 2005
adeus Verão!
Acordei com as gotas de chuva a baterem na estrada e o som de pneus a rolarem sobre a água, com uma mão sobre o meu ombro e com vontade de continuar na cama a manhã inteira.
segunda-feira, setembro 05, 2005
sou uma ecologista sem paciência para ecologistas
Depois de tantas manifestações de indignação pelo facto do governo dos Estados Unidos não ter assinado o Protocolo de Kyoto, torna-se agora evidente que Portugal nunca conseguirá cumprir as exigências impostas pelo mesmo, dentro dos prazos previstos (nem no dobro!). E eu nem fico na dúvida sobre se será mais coerente não se assinar quando se sabe que não se vai conseguir cumprir ou assinar e não cumprir. O pior é que não vejo ninguém a engolir sapos. A ignorância é um belo estatuto.
business is business
Já me acusaram de ser demasiado germânica na forma de encarar o trabalho. Eu sinto-me demasiado mediterrânica na forma de encarar o lazer.
o individualismo é uma coisa estúpida
Já muita gente falou e escreveu sobre isto. E fizeram-no muito melhor do que eu saberia, mas há alturas em que me parece urgente falar só para não engrossar a fileira dos que se calam.
As maiorias, as massas e os grupinhos de iluminados sempre me assustaram. Agora assustam cada vez mais. Sempre deve ter sido assim, mas como agora sou eu que ando por cá, pelo mundo, a coisa preocupa-me em especial. Torna-se assim uma questão meramente egoísta, esta da minha apreensão perante as tendências uniformizadoras da sociedade.
Há demasiada gente a achar-se dona da verdade, demasiada gente intolerante e demasiada gente excessivamente tolerante. Tenho medo de todos e de pertencer a algum dos grupos.
quando: trabalho = lazer
Tasquinhas, artesanato, cheiro a festas da aldeia, concertos do piorzinho e boa comida, com o castelo iluminado a servir de fundo. Recomendo.
sexta-feira, setembro 02, 2005
quinta-feira, setembro 01, 2005
quarta-feira, agosto 31, 2005
Katrina
É com admiração emocionada que olho para quem serenamente consegue deixar a sua casa e todas as suas coisas sabendo que quando voltar podem já não estar lá. Devia saber ser assim.
terça-feira, agosto 30, 2005
lamento mas não cedo
É contra os meus princípios contribuir para que pessoas que têm nos livros preferidos a Insustentável Leveza do Ser, que lêem todos os do Dan Brown e gostam de Evanescence, prosperem de alguma forma na vida. Por mim até podiam vender os brincos mais giros e baratos do mundo...
segunda-feira, agosto 29, 2005
e ainda nem tenho 30 anos!
Durante o reinado do escudo, a minha avó paterna continuava a falar em "mé reis" (por exemplo, 25 contos eram "25 mé reis", porque mil reis era uma chatice p'ra se dizer). Agora, sentimos saudades dos 500 paus de semanada, dos sumos a 20 paus (sim, porque no meu tempo...), dos mil paus que a vizinha oferecia no Dia do "Pão per Deus" (1 de Novembro) pra comprar umas toalhas bordadas p'ró enxoval...
Crescer na aldeia é como vir d'outro planeta. Mas não há nada que se compare a uma boa "escamisada" (serão comunitário passado na eira a descamisar as espigas de milho com uns arames bicudos enrolados na ponta), à broa de milho quentinha acabada de cozer pela avó ou ao sorriso da Ti Cecília quando vinhamos da fonte com os garrafões cheios de água.
teoria da relatividade
Estava mesmo, mesmo a escrever que era impossível o dia de hoje ter-me corrido pior quando me lembrei de algumas coisas que não ia nada gostar que me acontecessem ainda e fiquei mais optimista. Ainda não se deu uma derrocada cá em casa, nenhum dos carros entrou em auto-combustão e não tenho queda de cabelo. Afinal há esperança.
domingo, agosto 28, 2005
segunda-feira, agosto 22, 2005
um aparte em férias
para um texto de José Gomes Ferreira que tem obrigatoriamente que ser lido no dia 16 de Agosto de 2005, aqui.
sexta-feira, agosto 12, 2005
Uma limonada fresquinha p'ra esta mesa, please!
Estou outra vez em férias e isso parece-me bem. Tão bem!
saudades, mano?
Se o meu irmão nutrisse qualquer tipo de sentimentos agradáveis em relação a mim, jamais me traria dos Açores um frasco de pimentinha da terra.
Vão chamar pimenta às tias deles, que aquilo são malaguetas.
por aqui, se faz favor
A Lousã deve ser a única localidade do planeta em que se lembrariam de colocar uma placa de sinalização a dizer "saída".
quinta-feira, agosto 11, 2005
prémio de consolação
Enquanto os meus amigos se passeiam por Manteigas, eu vou bebendo àgua mineral natural de uma nascente de Ferreira em Paredes de Coura. É quase, quase o mesmo!
A Rute no País das Maravilhas
Quem ainda duvida que Portugal tem sítios lindos para descobrir, anda distraído e é idiota.
quarta-feira, agosto 10, 2005
pessoas que nos são profissionalmente impostas
Tenho uma colega de voz esganiçada com quem não consigo encontrar qualquer ponto de vista comum ou concordar num único assunto. Curiosamente, conseguimos manter uma relação cordial e ter imensas conversas superficiais profundamente desinteressantes mas cheias de vivacidade. Lá se vão os idealismos da adolescência.
cito, cito
Por estes lados o tédio está a atingir um nível crítico. A coisa vai tão mal que já cito o 14º Dalai Lama:
"Cabe-nos a nós enquanto indivíduos, fazer o que estiver ao nosso alcance, por pouco que seja. Apesar de parecer inútil apagar a luz ao sair da sala, isso não é razão para não o fazermos."
Desperate

Há testes que só por desespero são justificáveis. Esta tarde parece-me absurdamente lenta. Supostamente serei a Gabrielle.
espere lá, Sr. Carteiro
Fico apreensiva em relação a facultar moradas na internet mas nenhum coleccionador de selos que se preze consegue resistir a isto. O meu primeiro postal segue já hoje. É que esta vida passada a correr não tem muita graça e os olhos não brilham quando encontramos só publicidade, facturas e correspondência dos bancos na caixa de correio. Ando um bocado lamechas, deve ser da chuva.
Sabia que...
Durante a gravidez o útero aumenta quinhentas vezes de tamanho.
Já podem fechar a boca de espanto.
terça-feira, agosto 09, 2005
Agosto ao meu gosto
Lá fora chove. Está calor. Sente-se uma brisa suave com cheiro a terra molhada e trabalho ao ritmo das folhas que se agitam nos cedros e ciprestes do outro lado da janela. Um English Afternoon com umas gotas de leite e não peço mais nada da vida - p'ra já.
Ciclo de Cinema ao Ar Livre no CITEMOR 2005
Fica o agradecimento antecipado à Nunf pela grande ideia. A genialidade deve ser sempre elogiada. Às 22h30, então.
apetece-me
sossego, campo, tempo livre, calma, gastronomia típica regional, sestas, conversas demoradas à mesa, flores silvestres e lençóis de linho.
segunda-feira, agosto 08, 2005
plim!
Estava a ler que em alguns rios da Amazónia, a diferença do nível das águas entre os períodos de seca e o das cheias é equivalente à altura de um prédio de oito andares. Devia lembrar-me todos os dias que a Terra é um sítio incrível p'ra se viver.
sexta-feira, julho 29, 2005
estou fora de mim
Tinha que chegar o dia em que um destes mega-testes ultra-científicos de alta-precisão finalmente me dizia alguma coisa simpática. Sou muito inteligente, nem me digam nada!
Obrigada, Ana, pelo teste que mudou a minha vida.
que rega na auto-estima!
The time of day that best describes your
personality is Evening. You are a quiet, shy
person with a very kind disposition. You are
also quite intelligent, mostly because you love
to read. You are open-minded and your social
circle probably consists mostly of other
intelligent people who share similar interests
with you. You dont particularly care for big,
noisy parties full of strangers, but you do
enjoy an occasional get-together with your
pals.
What Time of Day Best Represents your Personality? (anime pics!)
brought to you by Quizilla
quinta-feira, julho 28, 2005
constato
O facto de 2 dos meus colegas de trabalho saberem da existência deste planalto foi uma machadada fatal na minha veia satírica. Não sei se chore, não sei se ria.
a minha cabeça já partiu em férias
Take the quiz: "What type of designer handbag are you?(pictures)"

Dooney&Burke
Dooney&Burke... you are very sweet and comfortable with yourself. You love a good time and love to be noticed. Anything that's cute or different and you make a beeline! Be careful with Daddy's plastic, Lil' Miss Shopper!

Dooney&Burke
Dooney&Burke... you are very sweet and comfortable with yourself. You love a good time and love to be noticed. Anything that's cute or different and you make a beeline! Be careful with Daddy's plastic, Lil' Miss Shopper!
quarta-feira, julho 27, 2005
C'est la vie
Preciso de comprar o selo do carro, fui-me esquecendo. Faço coleção de selos, e agora toda a gente que escreve usa autocolantes e carimbos ou manda e-cards. Gosto de cavalos não selados. Selo a minha boca p'ra não dispersar mais.
adeus insónia
Esta noite choveu. Mesmo assim, dormimos com a janela aberta, mais até. E no meio da cidade com os olhos fechados, o cheirinho a terra molhada deixou-me sonhar que estava no campo, que era pequenina e que de manhã não teria que acordar com despertador para vir trabalhar.
terça-feira, julho 26, 2005
Poucas, muito poucas
Poucas, muito poucas coisas superam um campo de gramíneas secas, sincronizadas ao vento.
hoje acordei assim (também posso?)
Parece-me que somos muito mais um produto do meio do que dos genes que carregamos. Se ambos contam, o meio é preponderante. Em alguns casos pode ser bom, em geral é mau num mundo que não está bom nem se recomenda.
segunda-feira, julho 25, 2005
3 gatas e um gão
O meu gato desperta o que há de pior em mim. Gosto de gatas, não suporto gatos. O meu gato pensa que é cão e se eu gostasse de cães não tinha gatos. Aquele miar acorda o caçador-recolector sem escrúpulos que há em mim.
Das coisas que passam

Esta paisagem já não existe e isso parece-me triste. Muito triste. Tão triste. A Serra do Açor ardeu toda nesta semana que passou. Contava-me uma colega que chegou a correr em frente às chamas, que nas encostas da serra nem os socalcos de pedra resistiram. Alguns repousavam lá há largas centenas de anos, outros há milhares. Agora já não. E há alguma coisa de muito triste nisto tudo.
sábado, julho 23, 2005
sexta-feira, julho 22, 2005
Gaudí
Tenho 3 bolhas nos pés porque ontem resolvemos caminhar durante horas à beira das ruas e avenidas com mais trânsito e em hora de ponta. Jantei ao lado de freaks dos telemóveis, com pulseiras a dizer "Felicidade" e "Sorte" ou qualquer treta no género, vi pais gordos obrigarem o filho gordo a comer um prato de natas do céu e o cão dos meus vizinhos chama-se Gaudí. stop
quinta-feira, julho 21, 2005
quarta-feira, julho 20, 2005
terça-feira, julho 19, 2005
Endlich
Encontrei o melhor café do mundo: Delta de agricultura biológica, moagem para máquina expresso. É pá... a casa cheira toda a café...
postal
"Tu sabes que eu detesto fazer longos discursos, por isso deixa-me ser breve e permite-me que te diga algo que basicamente sempre te quis dizer mas que nunca tive a oportunidade de o fazer, embora para não faltar à verdade, deva dizer que surgiram alguns momentos oportunos, mas que não me pareceram suficientemente oportunos... penso que estás a captar o meu raciocínio, bom, mas deixa-me dizer-te de forma curta, clara e cristalina... estas coisas raramente são ditas hoje em dia e... bem, compreendes o que eu quero dizer-te, não é?"
segunda-feira, julho 18, 2005
típico
As amoras silvestres são o fruto das silveiras (as vulgares silvas dos silveirais). Em Portugal, as silvas existem por todo o lado, nascem em qualquer canto, crescem sobre tudo. Usam-se herbicidas para as matar. Em Portugal, as amoras silvestres vendem-se em poucos sítios, 1Kg custa 25€ para revenda e são importadas da Holanda.
intermitências
As férias ainda não começaram por cá mas o ritmo de trabalho já abrandou. Ainda por cima é segunda-feira. Que mais me irá acontecer?
sexta-feira, julho 15, 2005
momento romântico do dia
O meu marido é menino p'ra simpatizar com todas as pessoas com quem eu antipatizo.
Se não existisse o capuchinho vermelho, o lobo mau não faria sentido.
quarta-feira, julho 13, 2005
astronomia
Mercúrio, Vénus e Saturno precisam de alguém p'ra poderem jogar à sueca, esta semana.
Incrições com os próprios.
o fim do mundo tal como o conhecemos
Já só falta um ano e uma semana para o World Jump Day. Impressão minha ou adiaram o apocalipse um ano?
não me toques
Nunca toquei na Filarmónica, cantei no Coral ou dancei no Rancho Folclórico Roda Viva lá da terra. Nunca participei nas festas do Grupo Cultural e Desportivo da terra à excepção do ano em que fiz 15 anos e implorei aos pais (com a delicadeza desesperada da adolescência) para me deixarem trabalhar na quermesse. Não sou popular. Sempre tive a mania. Este ano fui à Feira Popular de Santa Clara comer farturas enquanto o marido comia um cachorro e ouviamos o final do concerto do Emanuel. Tenho ataques de riso quase incontroláveis com as mulheres a dançarem aos pares e a falarem muito esganiçadas ao microfone e acho-me de uma arrogância triste e infeliz que não consigo evitar. Agora o meu marido anda com vontade de uma sardinhada familiar num parque de merendas público e não consigo deixar de pensar que podiamos perfeitamente comer as sardinhas em casa e evitar os mosquitos. Não gosto de bigodes, passo.
terça-feira, julho 12, 2005
melhor curta-metragem da semana
Passei a manhã num Centro de Saúde. Muito mais emocionante que qualquer filme. Um Sr. cigano e o seu filho, acabados de chegar, dão o golpe e passam directamente p'rá frente da fila. O Sr. começa a explicar já em tom de reclamação que não tem ali médico mas que lhe doem os dentes e precisa que o atendam já. Na secretaria informam-no que, apesar de não estar inscrito naquele Centro de Saúde, o doutor vai vê-lo quando chegar e pedem-lhe que aguarde. Ao som da palavra "aguarde" o homem simula uma crise não sei de quê, finge que "lhe deu uma coisa" e fica de olhos abertos a fazer que cai. A cena foi tão básica, no momento óbvio, o filho nada assustado (provavelmente já habituado às manhas do pai) e a verdade é que resultou! Ficaram as senhoras da secretaria todas preocupadas (e eu a segurar no homem que teve o mau gosto de fingir que caia pra cima de mim - foi "sorte" não ter sido pró chão!- e não pesava nada o que só confirma a encenação). Facto: o Sr. passou à frente de toda a gente com consultas marcadas e teve direito a 3 médicos em simultâneo, tal foi o pânico que se instalou. Claro que quando falaram em chamar o INEM e levá-lo pró hospital pra fazer exames, ele melhorou instantaneamente. Curioso.
P'ra efeitos estatísticos, eu fui mais um dos utentes que engoliu a história e se calou.
segunda-feira, julho 11, 2005
no meu tempo não era nada assim
Lembro-me dos bons tempos em que ficar doente significava faltar às aulas, poder dormir um exagero de horas sem a minha mãe me chamar preguiçosa e se pôr a contar histórias e fábulas com moral, ter direito a doses redobradas de mimos, poder escolher o que seria o almoço e jantar de todos, ver desenhos animados a tarde inteira...
Agora, passo o tempo preocupada com o trabalho que está a ficar atrasado por eu estar em casa a tossir e a fungar, mais afónica que um despertador com falta de pilhas, cheia de tonturas por causa das drogas prescritas, cheia de frio, calor, sede e a ter que decidir o que cozinhar para o meu próprio almoço. As laringites já não são o que eram e não percebo porque é que não há atestado para toda a família quando alguém está doente, era o mínimo!
Subscrever:
Mensagens (Atom)











































