Já escrevi muitas vezes sobre o meu pessimismo. Pode parecer mais uma mania do que um problema, mas nos poucos dias em que não me limito a acreditar que todos os possíveis panoramas são inevitavelmente negros, percebo que há alguma coisa de muito errada nas minhas expectativas de futuro.
Herdei da minha avó paterna esta bonita maneira de ver a vida. Ela foi a pessoa mais desconfiada que alguma vez conheci. Parecia que até lhe custava fechar os olhos enquanto dormia. A teoria subconsciente deve ser a de esperarmos sempre o pior para evitarmos desilusões. Na prática, vivemos desiludidas. Por mim, descarta-se já a teoria de ser possível sobrepor os factores culturais aos genéticos.
Pronto, e agora esqueçam lá isto porque sou capaz de estar a ser só pessimista.