Depois de alguns ajustes, o planalto está outra vez operacional (na medida do possível). Nada como uma ida ao cabeleireiro para melhorar a auto-estima feminina.
quinta-feira, junho 30, 2005
quarta-feira, junho 29, 2005
isto às vezes uma mulher precisa de desabafar
Estou hormonalmente descompensada (desde que inventei esta expressão, não quero outra coisa) e tirei uma bica com a quantidade suficiente de café para tirar duas. Foram a segunda e terceira do dia. Faltam 5 meses para o final do projecto em que trabalho actualmente, pelo meio vêm as férias e ainda falta um mundo de objectivos por cumprir. Estou temporariamente sem paciência para donos da verdade e iluminados e cronicamente alérgica a assuntos polémicos. Obrigada por compreenderem.
sou uma pessoa sem memórias
Lembro-me de uma coisa meio absurda, uma moda idiota em que toda a gente tinha que comprar uns óculos manhosos para poder ver um filme qualquer de um monstro a 3 dimensões. Isso foi em que ano?
terça-feira, junho 28, 2005
esclarecimento
Antigamente as pessoas sem televisão tinham muitos filhos porque ninguém tinha inventado o DVD.
segunda-feira, junho 27, 2005
ao fim e ao cabo
Depois de mais de 7 meses com TV cabo de borla, fez-se justiça. Agora nem os 4 canais temos. A casa está mais adulta, o tempo voltou a passar devagar e a chegar para tudo e, finalmente, comecei a ver todos os DVD's que só acumulavam pó na estante. Ao fim e ao cabo, as saudades do Conan O'Brien compensam.
domingo, junho 26, 2005
sexta-feira, junho 24, 2005
Damião de Góis
Viveu na época em que eu gostaria de ter vivido, a vida que eu gostaria de ter vivido (à excepção da prisão e assassinato, pronto, convenhamos!). Pudera eu escolher.
diz-me de onde és, dir-te-ei...
Falo muito em Góis e perguntaram-me no outro dia se Damião de Góis era de lá. Efectivamente, acho que não, nasceu em Alenquer. Talvez fossem os pais. Mas, como me dizia o J.C., Diogo da Azambuja também era de Montemor-o-Velho.
falar de comida, do tempo...
Esta nova rúbrica "Jantar" é típica de desocupadas sem nada p'ra dizer.
quinta-feira, junho 23, 2005
Santos Populares
CGD
Faço um depósito de 44,35€ mas entrego 44,50€. O funcionário sorridente digita na máquina de calcular: 44,50 - 44,35 para descobrir que tem que me dar 15 cêntimos de troco. Por algum motivo não tenho conta lá.
quarta-feira, junho 22, 2005
o mundo era cor-de-rosa, o céu azul escuro
Tenho saudades das tardes com a minha avó na Marinha Grande.
Onde a lua era maior, as tardes mais longas, todos os relógios faziam tique-taque e havia um silêncio acolhedor e cheiro a bolo mármore acabado de desenformar.
Onde a lua era maior, as tardes mais longas, todos os relógios faziam tique-taque e havia um silêncio acolhedor e cheiro a bolo mármore acabado de desenformar.
Rodrigo Leão e Roberto Leal serão a mesma pessoa?
Facto 1: Nunca são vistos juntos ou em simultâneo.
Facto 2: Ambos têm as iniciais RL.
Facto 3: Ambos têm um primeiro nome com 7 letras e 3 sílabas.
Facto 4: Ambos têm apelidos com ditongos.
Facto 5: Ambos têm apelidos com 4 letras e 2 sílabas.
Facto 6: Ambos são músicos.
Facto 7: Roberto Leal veste-se de branco e Rodrigo Leão de preto (ego e alter-ego?)
Facto 8: Roberto Leal chamou Rodrigo ao seu filho.
sexta-feira, junho 17, 2005
Adieu
Vou ter fim de semana prolongado, a trabalho mas prolongado. Os gatinhos ficam cá. Ninguém quer uma gatinha preta?
Até quarta-feira.
quinta-feira, junho 16, 2005
by the way
Se não fosse crente, seria anarquista. Porque nenhum ateu no seu perfeito juízo pode continuar a trabalhar para depois morrer e ser comido pelas minhocas e ponto final. Mas este argumento até é estúpido.
let's get personal
Houve tempos em que achava que determinadas situações no local de trabalho podiam justificar um pedido de demissão por obrigarem à incoerência alguém que fosse crente (por crente entenda-se, que acredita que Jesus é o filho de Deus, que pagou pelos seus pecados com a morte e que efectivamente ressuscitou no terceiro dia). Dos purinhos que sentem necessidade de se isolarem do mundo (celebrizado pelos mosteiros e conventos onde, afinal, o mal chega tanto ou mais) passo para a certeza de que há contextos de trabalho que só se suportam pela fé. Não fosse ela e já tinha fugido.
terça-feira, junho 14, 2005
segunda-feira, junho 13, 2005
vacas gordas
Nos campos aqui ao lado, o sistema de rega funciona enquanto chove. Contenção de despesas, pois sim.
sexta-feira, junho 10, 2005
A morte é como o fogo
que passa e deixa tudo diferente.
Se ainda cá estivesse, o meu tio Franz sopraria hoje as velas. Um alemão nascido no Dia de Portugal, que gostava de rosas e de sardinha assada.
Se ainda cá estivesse, o meu tio Franz sopraria hoje as velas. Um alemão nascido no Dia de Portugal, que gostava de rosas e de sardinha assada.
do que vamos perdendo
No domingo andei a passear por sítios que entretanto arderam. Se quiser vê-los ou mostrá-los uma semana depois, já não existem.
quinta-feira, junho 09, 2005
terça-feira, junho 07, 2005
Inimputáveis
Que os agricultores se manifestem e revindiquem os seus direitos, tudo bem. Que organizem cortejos em marcha lenta com máquinas agrícolas (sem ar condicionado, obviamente) em pleno coração alentejano num dia com termómetros acima dos 40ºC, é impressão minha ou é mesmo pouco inteligente?
segunda-feira, junho 06, 2005
na roleta genética
Há crianças insuportáveis. Mal comportadas, irrequietas, agressivas e intratáveis. Algumas têm pais que são o oposto. Pais que tentam manter a compostura e o bom senso nas situações mais impensáveis em que os miúdos os colocam. Não deve ser nada fácil. Na roleta dos genes quase tudo é ainda imprevisível.
nem tudo o que brilha...
Comprei alho francês proveniente de agricultura biológica. São mesmo bonitos, têm um ar apetitoso e um sabor mais adocicado. O pior neste regresso às origens é o cheiro que deixam nas mãos, já estava habituada à insipidez industrial.
portugal escondido
Quem nunca esteve dentro das muralhas do castelo de Montemor-o-velho anda a perder as melhores coisas da vida.
sábado, junho 04, 2005
filas de supermercado
são dos melhores sítios para se ficar a conhecer as pessoas sem se falar com elas.
sexta-feira, junho 03, 2005
ai eu estive quase morto no deserto e o Porto aqui tão perto
A Figueira da Foz deve ser o lugar com melhor qualidade de vida em Portugal e eu não moro lá. Isto é quase morrer de sede em alto mar.
eu que não sei, invento
Referendos, aumento de impostos, portagens, levantamento do sigílo bancário, maior compatibilização dos direitos da função pública com os privados, etc. são alvos de muitas conversas e discussões. Tudo é importante e tudo acaba por nos atingir (directa ou indirectamente) nesta bola de neve que vai rolando montanha abaixo mas, sinceramente, e apesar de não ficar bem dizê-lo, nada disto me tem causado grande urticária. Não sei se é apatia ou leviandade mas é-me quase indiferente.
O que não engulo mesmo nada bem é a facilidade com que todos os partidos (sem excepção) prometem este mundo e o outro antes de eleições. Não interessam os meios para se atingirem os fins. Se o fim é atingido há duas alternativas: ignorarem todas as promessas eleitorais (palermas, irreais, irreflectidas e demagógicas) e fazerem o que acharem mais correcto ou quererem desesperadamente agradar a todos e, para cumprirem promessazitas descontextualizadas, prejudicarem todo o país. Não é fácil governar, verdade seja dita. Não votei neles por isso também não posso exigir nada e em democracia (acho que ainda é) aceito o que vier (que remédio) ou emigro.
O meu pai tem 50 anos e desconta há 39. Só vai poder reformar-se daqui a 15. Gostava que o Eng.º Sócrates soubesse ser pelo menos metade do homem que o meu pai é e que o meu pai recebesse pelo menos metade do salário que o Eng. Sócrates ganha.
O que não engulo mesmo nada bem é a facilidade com que todos os partidos (sem excepção) prometem este mundo e o outro antes de eleições. Não interessam os meios para se atingirem os fins. Se o fim é atingido há duas alternativas: ignorarem todas as promessas eleitorais (palermas, irreais, irreflectidas e demagógicas) e fazerem o que acharem mais correcto ou quererem desesperadamente agradar a todos e, para cumprirem promessazitas descontextualizadas, prejudicarem todo o país. Não é fácil governar, verdade seja dita. Não votei neles por isso também não posso exigir nada e em democracia (acho que ainda é) aceito o que vier (que remédio) ou emigro.
O meu pai tem 50 anos e desconta há 39. Só vai poder reformar-se daqui a 15. Gostava que o Eng.º Sócrates soubesse ser pelo menos metade do homem que o meu pai é e que o meu pai recebesse pelo menos metade do salário que o Eng. Sócrates ganha.
quarta-feira, junho 01, 2005
A minha vida dava um episódio do Seinfeld II
Ontem, pela primeira vez, o meu carro parou por falta de gasolina. É uma sensação gira a de acelerar e sentir o motor a desacelerar. Já não é tão gira a de ficar a pé e depois com as mãos ensopadas em gasolina e a cheirar divinamente. Fiquei amiga do Sr. da Galp e descobri que a sem chumbo 95 é de um roxo anilado muito agradável, os depósitos do combustível deviam ser transparentes. Descobri também que o cheiro só sai das mãos com pasta dentífrica. Tudo coisas que dá sempre jeito saber.
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