Pipocas são tão boas, não são? E aquela explosão que lhes dá origem? Aquele "pop!" que transforma um grão de milho duro e pequenino, numa núvem branca e macia?
sábado, maio 22, 2010
mais do mesmo
Escrevo pouco e amiúde porque tudo me parecem banalidades sem interesse (parecem e são). Tenho consciência de, regra geral, não ter nada de muito positivo a acrescentar. O curioso é que sempre tive esta mesma sensação e, no entanto, se ocasionalmente preciso de confirmar uma data ou um aconteciemento e para isso arrisco vasculhar nos arquivos, surpreendo-me (quase sempre). Não fico aborrecida, até sinto alguma saudade. Será o mesmo fenómeno que nos faz lembrar com saudade momentos complicados ou pessoas mesquinhas que agora já não estão entre nós?
domingo, maio 16, 2010
não entendo este mundo
Se há coisas absurdas, idiotas, irreais e que não acreditaria existirem se não as visse, o pão bordado é a maior de todas. Mas para que raio é que alguém pode querer um pão bordado?
Para além de me parecer inútil, feio e ter grande potencial para desenvolver fungos, não lhe identifico outras características. O que é que me está a escapar?
segunda-feira, maio 10, 2010
é segunda-feira (e nem sequer sou benfiquista, dêem-me o desconto)
Na sexta-feira fui pagar a segurança social directamente aos serviços porque precisava também de uma declaração. Havia senhas para atenderem os beneficiários mas não estava ninguém que pudesse atender os contribuintes. Faz imenso sentido: atendem quem recebe e não atendem quem paga.
Este fim-de-semana foi dedicado à organização de papeladas, contas e mais contas e submissão da declaração anual de IRS e da trimestral de IVA. Ando cansada destes falsos recibos verdes. Cansada de fazer retenção na fonte de 20% para o IRS, pagar 20% de IVA, pagar à segurança social e não ter direitos nenhuns. Nenhuns. Bem posso perder o emprego de um dia para o outro sem aviso prévio e nada disto me valerá.
Não quero falar mal do país, nem de políticos ou políticas adoptadas. Nunca achei que melhorássemos por reclamar da vida (se fosse esse o caso, Portugal estaria muito bem). Sei que se formos educados somos sempre bem atendidos e até nutro simpatia pelos funcionários que dão a cara nestas instituições. No fundo, talvez estejam até na mesma situação que eu: diariamente dou a cara pelo estado e continuo a assinar a malfadada caderneta de recibos mensalmente. E nem é mau, sei o que custa estar desempregado ou cada dia de trabalho ser um verdadeiro sacrifício. Mas há demasiadas injustiças e o pior é que, neste país, eu faço parte do grupo dos privilegiados. É tudo inacreditável.
A vida não é má e sou grata pelo que tenho. Só estou cansada e hoje precisei de desabafar.
quarta-feira, maio 05, 2010
millet
Hoje cozinhei milho paínço (ou millet). São uns grãozinhos pequeninos que me recordam a infância, o meu pai comprava-os em grandes sacos para alimentar os pássaros (o hobby de sempre). Não tinha ideia que fosse usado na alimentação humana. De facto, acho que não é muito usado. Meio desconfiada, arrisquei. Valeu a pena. É tão, mas tão bom que vai passar a integrar o menú cá de casa. Acompanhado com frango muito picante, molho com cebola, alho francês, malaguetas, coentros em pó, açafrão e cominhos moídos...
Onde tenho que ir para registar a patente da receita?
Onde tenho que ir para registar a patente da receita?
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