quarta-feira, novembro 30, 2005


às vezes sinto-me sozinha

falar do tempo dá sempre mau resultado

Voltei à rua. O céu azul e o Sol quente que encontrei lá fora deixam-me dúvidas quanto à minha lucidez. Gelo?

White Christmas

O Inverno chegou hoje cá a casa. De manhã havia gotas de orvalho congeladas sobre a erva, a camada de gelo nos vidros do carro custou-me mais de 5 minutos de persistência até conseguir ver alguma coisa à frente e o volante congelado exigiu luvas.
No sábado, à passagem por Pombal, vi o que nunca esperaria ver numa zona àquela altitude: estrada, campos, jardins, casas e telhados, tudo coberto por um manto branco. Podem dizer-me que era gelo, juro que parecia neve.
Por cá, o Inverno a sério só chegou hoje, último dia de Novembro. Mesmo a tempo.

terça-feira, novembro 29, 2005

viagens na minha terra

Alentejo, Guadiana, Pulo do Lobo. Num dos últimos passeios dos meus pais ao que restava da Aldeia da Luz agora submersa, o Pulo do Lobo foi a maior desilusão. Voltaram a dizer que não percebiam porque é que tanta gente lhes recomendou uma passagem por aquele sítio. Conhecendo-os como conheço nem me admiro que tenham confundido e olhado para o lado errado ou, às tantas, foram lá de noite. Nos meus planos está uma passagem por e, entretanto, vou passando por este.

tensão arterial 10 / 7

Permissão p'ra gostar de café.

segunda-feira, novembro 28, 2005

a coitadinha que me saiu na rifa

O blog do meu marido promove ondas de solidariedade para comigo. "Coitada, o que tu aturas!" ou "Não deve ser pêra doce em casa." são expressões a que começo a habituar-me.

sexta-feira, novembro 25, 2005

contagem decrescente


Só faltam 4 dias e meio para enfeitar a árvore de Natal.

quinta-feira, novembro 24, 2005

virtude por defeito


Demorei quase 2 anos a aperceber-me dos azulejos giros da minha sala de trabalho. Se há coisa de que não posso ser acusada é de dar demasiada importância a pormenores.

saudades do Oeste

De longe, a região mais simpática de Portugal.

quarta-feira, novembro 23, 2005

desemprego

Ultimamente não me lembro d'uma única conversa em que não me tenham perguntado onde trabalho, o que faço e blá-blá-blá, blá-blá. As pessoas parecem ter mesmo interesse em saber esse tipo de coisas. Não compreendo e cansa-me repetir sempre a ladaínha mas também me ajuda a perceber melhor o drama de estar desempregado. A pergunta é tão frequente que parece mais importante o que fazemos do que quem somos. Todos queremos poder dar uma resposta que impressione, talvez por isso existam tantos desempregados e tantos empregos disponíveis que parecem não interessar a ninguém.

claro como a água

"...e do vento, das nuvens e de florestas em montanhas já ninguém fala. Parece que o mundo é só as coisas que os homens fazem ou dizem. Isso é estúpido. A espécie humana é pequena demais para merecer toda a minha atenção." escreveu o Vincent. Eu lia e pensava "mas que raio, é mesmo isto. E é tão óbvio que até fica mal transcrevê-lo", ao fim de uma semana já sei que não é assim tão óbvio e transcrevo mesmo. Tinha que ser. Se não é descobrir a pólvora, é rebentar com ela!

terça-feira, novembro 22, 2005

fim de tarde ou início de noite?


Largo da Portagem.
"Um galão e uma briosa, por favor."

quase Dezembro


e Coimbra encheu-se de luzes.

sexta-feira, novembro 18, 2005

bom fim de semana

Já lá estive do outro lado. Era estudante, miúda. Ainda por cima tinha a mania que era esperta e exibia o estatuto de dirigente associativo como se valesse alguma coisa. Agora percebo o ridículo das greves. E os ridículos interesses políticos que movem os piõezinhos todos e como é conveniente marcarem-se greves à sexta-feira. Mas há sempre quem acredita mesmo que tem razão e que a greve faz sentido. Não conheço uma única pessoa totalmente satisfeita, duvido que exista. Confundimos muito facilmente privilégios com direitos. Instala-se uma cegueira colectiva e achamos justo alimentar e defender o nosso egoísmo. Provavelmente sou igual. Não há razão nas massas. Não vale a pena. E um fim-de-semana prolongado dá sempre jeito.

quinta-feira, novembro 17, 2005

Trident Oxygen

também já descobri, e gosto.

quarta-feira, novembro 16, 2005

as tampinhas valem cadeiras de rodas

Nós já enchemos um garrafão com tampinhas.
Existem, por todo o país, vários locais onde se podem entregar as tampinhas (contam as tampas de garrafas e garrafões de água, refrigerantes, iogurtes líquidos e leites do dia. As pegas dos garrafões de água e anilhas, que são do mesmo material, também podem ser utilizadas. Não devem ser utilizadas para esta campanha as tampas de plástico de óleos, shampoos e detergentes. As tampas de plástico das garrafas de vinho também não, porque se trata de um plástico diferente). As tampas recolhidas são depois entregues num dos sistemas de recolha de resíduos urbanos que tenha aderido ao projecto. Os sistemas enviam as tampas para uma empresa de reciclagem designada pela Sociedade Ponto Verde, que lhes envia o valor por tonelada correspondente. Esse valor reverte depois para a compra de material ortopédico para quem mais dele necessita.

sexta-feira, novembro 11, 2005

e a chuva lá fora

Há amigos que tenho saudades de ter cá em casa.

quarta-feira, novembro 09, 2005

feira das vaidades

Ultimamente tenho tido alguma dificuldade em relacionar-me com este planalto. Não tenho muito tempo nem paciência, não aprecio blogs que só sobrevivem às custas de retalhos de outros ou de excertos de livros por isso não quero um p'ra mim, não ando com vontade de conversa da tanga, nunca me agradou expor escolhas e opiniões muito pessoais a quem não conheço, muito menos me apetece escrever pensamentos íntimos num sítio ao acesso dos colegas de trabalho, mãe, irmão, marido, tios ou conhecidos. Ninguém tem nada a ver com a minha vida privada mas às vezes é mesmo dela que preciso de falar, como não o quero fazer aqui, também não vou fingir que me apetece escrever as banalidades do costume. Os blogs são só vaidade, tudo é vaidade.

terça-feira, novembro 08, 2005

não sou de apostas, mas

Aposto que a pausa de almoço foi calculada a pensar no tempo necessário para se fazer lasanha, uma salada de alface roxa frisada, tomate de cacho e cogumelos crus, comer e sair de casa a correr.
Pois foi, Sara e Daniel, lasanha outra vez!

a tal velha natureza

Local de trabalho. Há dias em que as conversas não vão muito além de "a minha pilinha é maior que a tua", porque toda a gente acha que tirou o melhor curso e o mais difícil. Esquivo-me, ponho os auscultadores e aumento o volume.

segunda-feira, novembro 07, 2005

sweet November

A minha tia Ruth não gosta do mês de Novembro. Diz que é o mais triste do ano. A mudança de hora deixa-nos dias curtos e noites longas, não há festas, tem o dia de finados, chega o frio a sério, morre muita gente, há mais depressões e não parece bem Outono nem bem Inverno.
Por causa das tosses, cá em casa já declarei oficialmente aberta a época pré-natalícia e não se fala mais nisso.

sexta-feira, novembro 04, 2005

Ruscus aculeatus

Esta é a gilbardeira (nome comum). Muito procurada para arranjos de Natal, na falta e impossibilidade de se usar o azevinho (espécie protegida).
Quando era pequena, lembro-me que o feriado de 1 de Dezembro era dia de andar com o meu pai e com o meu irmão pelos pinhais nos arredores de casa à procura de um pinheiro menos torto e mais redondo que tivesse nascido muito próximo de outro(s) e precisasse ser "desbastado" (era a palavra que o meu pai usava p'ra nos explicar que um daqueles pinheiros teria mecessariamente que ser cortado para que o outro pudesse crescer decentemente). Os nossos pinheiros de Natal eram sempre tortos. Eu aproveitava os passeios exploratórios e apanhava ramos de gilbardeira (picava-me toda) que depois davam uns arranjos pirosos lá por casa. Foi há poucos anos que descobri que este é que era o nome da planta porque antes a minha avó chamava-lhe giz-barbeiro. Esta historia toda não tem interesse nenhum e se esperavam chegar a algum lado, lamento a desilusão. Só me lembrei que é impressionante a evolução que a linguagem pode sofrer com um isolamento de tão poucos anos.

quinta-feira, novembro 03, 2005


Proponho um brinde, as estatísticas neo-natais não param de subir!

Porque

quase todos os anos há uma epidemia de gripe em Portugal.

Madona

em solo nacional e o feriado foi antes de ontem?

quarta-feira, novembro 02, 2005

acuse-se

quem ficou com o meu CD da Maria Rita.

modern times

Cresci com o hábito de, todos os anos, no dia 1 de Novembro, pegar numa saca do pão bordada pela tia do meu pai (a titi) e ir com os outros miúdos pedir o bolinho. Chamavamos-lhe "Dia do Pão por Deus" e gritávamos em coro: "Oh tia, dá bolinho?" ou "Oh tia, dá pão por Deus!" (nas versões mais hardcore: "Oh tia, dá bolinho, senão leva com uma tranca no focinho!" - na aldeia resolve-se assim a situação).
Agora em Coimbra, é com alguma nostalgia que vejo as castanhas e as merendeiras (broas doces com passas de uva, nozes, pinhões e figos secos) substituídas por gomas e dinheiro. O dia do Pão por Deus cá, é Dia das Bruxas. Em vez de os miúdos virem no dia 1, saem todas as noites do final de Outubro e início de Novembro, cantam "bolinhos e bolinhós, para mim e para vós, blá blá blá" (uma bela rima) mas torcem o nariz a bolinhos e querem é moedas. No fim-de-semana passado não abrimos a porta a um grupo de miúdos com ar de terem mais de 16 anos e barba a rebentar e o resultado foi a porta bombardeada com ovos crus, gemas desfeitas no tapete e claras espalhadas no puxador da porta. Mais valia a tranca no focinho.

1517

Na Alemanha surgia a Reforma Protestante e em Portugal era criada a freguesia de Maceira.

para quem já não se lembra:

os amuos de namorados são a melhor coisa da vida. Embrulham duas pessoas e um monte de coisas boas, tudo no mesmo cartuxo.