segunda-feira, agosto 30, 2010

se conduzir, não fotografe

se fotografar, não conduza
Não é meu hábito fazer habilidades destas, como cidadã ordeira que sou. Aliás, nem será tanto como cidadã ordeira mas talvez mais como automobilista consciente da sua dificuldade de concentração. Gosto de conduzir sozinha, basta ter mais uma pessoa comigo e distraio-me contantemente, falo demasiado e penso em demasiadas coisas em simultâneo, não sobra espaço para a estrada. Neste dia o céu estava particularmente bonito (apesar das limitações da minha máquina fotográfica não evidenciarem isso) e lembrei-me das fotografias bonitas que a Rute tirava a conduzir (quando a vida dela também era muito passada em viagens). Gostei mas prometo não repetir frequentemente, não quero lançar o pânico.

quinta-feira, agosto 26, 2010

acordei portuguesa

Esteticamente, é bem verdade que a nossa bandeira e hino podiam ter-se mantido assim. Aparte isso, só consegue falar mal de Portugal quem nunca sai de cá. Não há rede MultiBanco como a nossa, não há outra praia de São Pedro de Moel em nenhum outro canto do mundo e há países em que até acontecem coisas assim.

terça-feira, agosto 24, 2010

gosto de praias desertas

(ou quase)

terça-feira, julho 20, 2010

Coisas comoventes

de tão bonitas que são.



sábado, julho 10, 2010

dúvidas existenciais (another trap?)

"The whole idea of motivation is a trap. Forget motivation. Just do it. Exercise, lose weight, test your blood sugar, or whatever. Do it without motivation. And then, guess what? After you start doing the thing, that's when the motivation comes and makes it easy for you to keep on doing it". - John Maxwell


Ou isto é mesmo muito simples mas muito bom ou tira a piada toda aos pequenos dilemas da vida de uma mulher. Ainda não cheguei a nenhuma conclusão.

domingo, julho 04, 2010

atalhando

Eu sou romântica mas não sou de romantismos.

sexta-feira, julho 02, 2010

reset

Hoje iniciei uma formação daquelas da tanga em que temos que aturar dinâmicas de grupo, lugares comuns, vozes colocadas e banalidades ditas com uma seriedade quase solene. Tento rir-me das coisas e esperar que o tempo passe sem precisar de chegar a pensar bem na palermice em que me fui meter. A futilidade inútil das ciências sociais tem o condão de me tirar do sério.

quarta-feira, junho 09, 2010

parabéns

O meu irmão faz hoje anos. O meu mano pequenino que aprendeu a falar comigo, com quem brincava com os legos e o playmobil, que me ensinou a jogar xadrez, com quem corria pelos sobreiros, brincava às casas em cima das ameixoeiras do quintal ou dos tijolos no serrado da bisa (a que chamávamos "sarrado da visa"), com quem jogava à bola contra o portão de zinco da avó (que nos roubava a bola e a escondia no sótão para acabar com o barulho dos golos) e meu parceiro dos matraquilhos. Aquela bolinha loira sempre bem disposta que eu conseguia convencer a fazer-me todas as vontades e que mais tarde me quis seguir as pisadas e acabou por se tornar um biólogo mil vezes melhor do que eu alguma vez conseguirei ser. Esse miúdo faz hoje 29 anos. E eu nem quero acreditar. 29 anos. Caramba!

sábado, maio 22, 2010

pop!

Pipocas são tão boas, não são? E aquela explosão que lhes dá origem? Aquele "pop!" que transforma um grão de milho duro e pequenino, numa núvem branca e macia?

mais do mesmo

Escrevo pouco e amiúde porque tudo me parecem banalidades sem interesse (parecem e são). Tenho consciência de, regra geral, não ter nada de muito positivo a acrescentar. O curioso é que sempre tive esta mesma sensação e, no entanto, se ocasionalmente preciso de confirmar uma data ou um aconteciemento e para isso arrisco vasculhar nos arquivos, surpreendo-me (quase sempre). Não fico aborrecida, até sinto alguma saudade. Será o mesmo fenómeno que nos faz lembrar com saudade momentos complicados ou pessoas mesquinhas que agora já não estão entre nós?

domingo, maio 16, 2010

não entendo este mundo

Se há coisas absurdas, idiotas, irreais e que não acreditaria existirem se não as visse, o pão bordado é a maior de todas. Mas para que raio é que alguém pode querer um pão bordado?
Para além de me parecer inútil, feio e ter grande potencial para desenvolver fungos, não lhe identifico outras características. O que é que me está a escapar?

segunda-feira, maio 10, 2010

festas de Lisboa

Venham elas! Fiquei com saudades de comer sardinha assada com salada de tomate e broa de milho.

é segunda-feira (e nem sequer sou benfiquista, dêem-me o desconto)

Na sexta-feira fui pagar a segurança social directamente aos serviços porque precisava também de uma declaração. Havia senhas para atenderem os beneficiários mas não estava ninguém que pudesse atender os contribuintes. Faz imenso sentido: atendem quem recebe e não atendem quem paga.
Este fim-de-semana foi dedicado à organização de papeladas, contas e mais contas e submissão da declaração anual de IRS e da trimestral de IVA. Ando cansada destes falsos recibos verdes. Cansada de fazer retenção na fonte de 20% para o IRS, pagar 20% de IVA, pagar à segurança social e não ter direitos nenhuns. Nenhuns. Bem posso perder o emprego de um dia para o outro sem aviso prévio e nada disto me valerá.
Não quero falar mal do país, nem de políticos ou políticas adoptadas. Nunca achei que melhorássemos por reclamar da vida (se fosse esse o caso, Portugal estaria muito bem). Sei que se formos educados somos sempre bem atendidos e até nutro simpatia pelos funcionários que dão a cara nestas instituições. No fundo, talvez estejam até na mesma situação que eu: diariamente dou a cara pelo estado e continuo a assinar a malfadada caderneta de recibos mensalmente. E nem é mau, sei o que custa estar desempregado ou cada dia de trabalho ser um verdadeiro sacrifício. Mas há demasiadas injustiças e o pior é que, neste país, eu faço parte do grupo dos privilegiados. É tudo inacreditável.

A vida não é má e sou grata pelo que tenho. Só estou cansada e hoje precisei de desabafar.

quarta-feira, maio 05, 2010

millet

Hoje cozinhei milho paínço (ou millet). São uns grãozinhos pequeninos que me recordam a infância, o meu pai comprava-os em grandes sacos para alimentar os pássaros (o hobby de sempre). Não tinha ideia que fosse usado na alimentação humana. De facto, acho que não é muito usado. Meio desconfiada, arrisquei. Valeu a pena. É tão, mas tão bom que vai passar a integrar o menú cá de casa. Acompanhado com frango muito picante, molho com cebola, alho francês, malaguetas, coentros em pó, açafrão e cominhos moídos...
Onde tenho que ir para registar a patente da receita?
 

sábado, abril 17, 2010

a series of unfortunate events

As aventuras de hoje foram quase tão assustadoras como as do filme.

O marido de partida para o Porto despede-se e sai. Dois minutos depois liga-me a pedir que desça para lhe levar o GPS porque o esqueceu em cima da mesa. A correr e sem pensar (tenho esse hábito) pego no dito e saio disparada porta fora.
Só quando o estalido da porta a fechar me ecoou nos ouvidos (já ia a meio das escadas disparada) é que percebi que me tinha esquecido das chaves e não podia voltar a entrar. Nada de pânicos porque o marido estava à minha espera lá em baixo e tinha as chaves dele. Muito bem.
Chego ao carro, explico o sucedido e fazemos a troca. Subo com as chaves e, como ele ia demorar uns instantes a programar a geringonça, digo-lhe que volto já e lhas devolvo antes de partir.

Só que a minha chave afinal estava na fechadura do lado de dentro e era impossível usar outra pelo lado de fora. Telemóvel fora de alcance dentro de casa, gatas à solta, porta das traseiras inacessível e também fechada com a chave na fechadura... voltei a descer. Ele já estava atrasado e teve que seguir viagem. Deixou-me o cartão de cidadão para eu tentar abrir a fechadura. Uns minutos depois estava dentro de casa. Não foi fácil mas há coisas que não se esquecem, como andar de bicicleta. E quem disse pela primeira vez que "a necessidade aguça o engenho" tinha toda a razão, se eu não me esquecesse de tudo em todo o lado, não teria já meia dúzia de histórias para contar que acabam inevitavelmente comigo a abrir a porta de casa com um cartão.

sexta-feira, abril 09, 2010

descompliquemos

Os meus grandes dilemas começam a chegar com os primeiros dias de calor. É muito mais fácil uma pessoa trabalhar concentrada quando não lhe apetece estar na rua. O mundo era melhor se chovesse sempre que precisássemos de trabalhar e o Sol aparecesse no instante em que decidiamos sair à rua. Mas não... só complicam.

quinta-feira, março 18, 2010

maioridade

É dia 18, estão 18ºC e às 18h ponho-me a caminho de casa.

quinta-feira, março 11, 2010

fui ver

e gostei muito.
No lugar da Alice, eu teria optado por nunca regressar.

quarta-feira, março 10, 2010

auto-análise II

Sou insuportável mas gostava de ter um clone, haveríamos de nos levar ao desespero mútuo mas teríamos companhia.

nem de propósito

Fui ontem buscar o carro à oficina depois de um senhor condutor de 90 anos me ter abalroado a porta. Agora tenho uma porta nova, custou-me 420€ porque a falta de reflexos não está prevista no código. Nem de propósito. Eu lamento, mas não sou assim tão boa pessoa e não tenho paciência para tudo. Se souberem de alguma petição que eu possa subscrever no sentido de tirar algumas pessoas da estrada, avisem logo, estou motivadíssima.