Quase a atingir um número de visitas diárias que me permita escrever o que realmente penso acerca de quase tudo, constato que isso nem a mim interessa.
domingo, fevereiro 25, 2007
terça-feira, fevereiro 13, 2007
Arca de Noé, versão vegetal
A Noruega vai começar a construir em Março um «cofre-forte» para preservar todas as variedades de sementes do planeta, face aos efeitos de possíveis catástrofes naturais ou nucleares e das alterações climáticas. Os construtores apresentaram hoje os planos da arquitectura deste entreposto sementeiro que será construído debaixo de terra permanentemente gelada (permafrost), no interior de uma montanha do arquipélago norueguês de Svalbard, em pleno Árctico. A «Arca de Noé» vegetal, como é conhecida, garantirá a sobrevivência a longo prazo de culturas alimentares fundamentais e terá capacidade para guardar três milhões de amostras de sementes recolhidas, a prazo, em todos os países do mundo. «Tomámos em conta a subida da temperatura (exterior) e situámos o entreposto tão fundo na rocha que ficará na permafrost e não será afectado», explicou Magnus Bredeli Tveiten, responsável pelo projecto na Direcção de Obras Públicas norueguesa. A primeira pedra do projecto foi lançada em Junho e a sua construção começa em Março, afirmou. As amostras de sementes serão guardadas em dois compartimentos de 375 metros quadrados colocados no fim de um túnel de 120 metros e preservados a uma temperatura de menos 18 graus Celsius. Em cada compartimento haverá filas de estantes metálicas onde serão colocadas caixas de plástico com as sementes, metidas por sua vez em embalagens de polietileno e alumínio impermeáveis, indicou o norte-americano Cary Fowler, o «cérebro» que concebeu o cofre-forte e director do Fundo Mundial para a Diversidade das Culturas. Situado cerca de 130 metros acima do nível do mar, o entreposto não será danificado pela prevista subida do nível do mar resultante da fusão dos gelos da Gronelândia, que segundo alguns peritos poderá chegar aos sete metros. Não deverá também ser afectado por uma eventual fusão total dos gelos da Antártida, um fenómeno que poderá fazer subir o nível do mar até 61 metros, de acordo com estimativas. À entrada do local, numa encosta da montanha, haverá uma porta triangular de aço e cimento, iluminada por obras de arte que mudarão de cor em função da luz. A construção do entreposto, orçado em 2,3 milhões de euros (3 milhões de dólares), deverá ficar concluída em Setembro de 2007.
Diário Digital / Lusa
09-02-2007 12:02:00
sábado, fevereiro 10, 2007
quinta-feira, fevereiro 01, 2007
sexta-feira, janeiro 12, 2007
post relativamente ponderado
Depois de rever as últimas trivialidades desnecessárias aqui despejadas, questiono-me sempre sobre o propósito de continuar. Regra geral, concluo ser o silêncio mais produtivo. Hoje não é excepção, claro.
Se apago, acusam-me de nunca escrever. Pudera!
palha
Correndo o risco do meu optimismo fugir ao âmbito deste blog:
Desconfio que 2007 será melhor que 2006.
conversas de vão de escada
Pior que mulheres que não percebem nada dos homens, só homens que não percebem nada das mulheres.
quarta-feira, janeiro 10, 2007
momentos que não se esquecem
Uma chávena de chá verde Gorreana (última saqueta, validade terminada a 30/12/2006) e uma vinda ao blogger para tentar abstrair-me da dificuldade em respirar. Não tinha crises de asma há vários anos, deitei as bombas fora. Foi no final de 2000 que tive a última grande crise, estava na Alemanha e vivia sozinha; lembro-me de abrir a janela na ilusão de ter mais ar disponível e pensar que ia morrer ali. Curiosamente, fiquei calma e senti-me preparada. Passou.
sábado, janeiro 06, 2007
estatísticas de início de ano
Fora da Moda e longe da Média: não acho piada nenhuma ao Lisboa-Dakar.
terça-feira, janeiro 02, 2007
2007
Estas foram mesmo umas festas felizes. Talvez a ausência da blogosfera também tenha contribuído para isso, às vezes sabe mesmo bem desaparecer.
Desejo um bom ano a quem ainda passe por cá. Também sabe bem voltar.
sexta-feira, dezembro 15, 2006
quinta-feira, novembro 23, 2006
Deixa ficar comigo a madrugada,
para que a luz do sol me não constranja.
Numa taça de sombra estilhaçada
deita sumo de lua e de laranja.
Arranja uma pianola, um disco, um posto,
onde eu ouça o estertor de uma gaivota...
crepite, em derredor, o mar de Agosto
e o outro cheiro, o teu, à minha volta!
Depois, podes partir. Só te aconselho
que acendas, para tudo ser perfeito,
à cabeceira a luz do teu joelho,
entre os lençóis o lume do teu peito...
Podes partir. De nada mais preciso
para a minha ilusão do Paraíso.
David Mourão-Ferreira
domingo, novembro 19, 2006
hipertensão
há blogues que eu não devia visitar. Reformulo: são poucos os blogues que devia visitar.
quinta-feira, novembro 16, 2006
falácia flagrante
Tempo é dinheiro.
É falso. Falso, falso, falso. Seria correcto se formulado invertido, apesar da perca de musicalidade (principlamente passando de "time is money" para "money is time"). Mas é o dinheiro que é tempo. Quanto muito, eventualmente em alguns contextos, tempo e criatividade serão dinheiro; mas a rara ocorrência do fenómeno não o torna digno da extrapolação para regra e muito menos para a promoção a expressão proverbial.
A falta de dinheiro exige demasiado tempo. Até uma simples e necessária ronda ao supermercado demora muito mais tempo se tivermos o dinheiro contado. Comparar preços, estabelecer prioridades, resistir a tentações... tudo demora muito mais tempo do que encher um carrinho, pagar e sair. Muito tempo livre nunca encheu a conta a ninguém. O dinheiro, pelo contrário, paga tudo aquilo que nos permite ganharmos tempo.
terça-feira, novembro 14, 2006
actos de amor
O escritório é a divisão mais gelada da casa e não tem aquecimento. Não há incentivos para se passar muito tempo no computador. Nem indemnizações compensatórias.
sábado, novembro 11, 2006
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