segunda-feira, novembro 09, 2009

água de madeiros




terça-feira, novembro 03, 2009

Novembro

é o meu mês preferido. Um mês em que não acontece nada. Um mês cheio de tempo, de pausas, um mês estranho que salta fora do esquema e parece não pertencer ao mesmo ano que os restantes. É o mês em que páro, penso e sinto saudade. Hoje em particular, saudades de Évora. Saudades da nossa casa, do restaurante do costume, das rotinas de trabalho, dos abraços dos amigos que deixei lá, das cores das folhas dos plátanos nesta altura do ano, do cheiro da terra, dos sons da ribeira, das pedras da calçada, dos chás no Hotel da Cartuxa (o café a que ia, fechou entretanto), dos pastéis de nata d'O Condestável, dos croissants quentes da panificadora, das coisas bonitas da "A que sabe a Lua?", do jardim, da mata, das praças, das esplanadas, dos sons e dos silêncios.

domingo, novembro 01, 2009

resultou

Começou a chover.

enough

Estou a acabar de assar castanhas, já liguei à minha mãe a pedir-lhe que me guarde algumas merendeiras do "pão por Deus" e a partir de agora só uso botas e collants opacos. Decidi passar das palavras à acção, se o Outono não vem à Raquel, vai a Raquel ao Outono. Estou até a pensar ligar a ventoínha na sala para simular um ventinho fresco.

1 de Novembro

Mas sou só eu que estou farta deste calor? É Novembro, pá! Francamente!

quinta-feira, outubro 29, 2009

flower power

Esta semana tem sido de dias de trabalho tão longos que custa distinguir onde acaba um e começa outro, a mudança de hora também me afectou como nunca antes e ando com sintomas de jet lag - acordo sempre uma hora antes do despertador tocar.
Para me compensar, esta manhã ofereci-me um grande ramo de flores. Olho para elas e estou feliz.

quarta-feira, outubro 28, 2009

stop

Ontem às 21h30 fui parada por outra operação stop (tenho alguma coisa que as atrai). Os senhores agentes mais boa onda que alguma vez conheci. Tinham mesmo sentido de humor apurado, foi divertido. Estava tudo em ordem.
O dia está bonito.

domingo, outubro 25, 2009

Outubro é mês de arrumação

A fada do lar que mora sossegada no canto esquerdo do meu cérebro anda em limpezas anuais. De espanador em punho e janelas escancaradas não me dá descanso. Ninguém tem culpa, por isso deixo-a à vontade por aqui, pelos lados da minha versão ultra-feminina.

sábado, outubro 24, 2009

responsabilidade vs toc'andar

Hoje ouvi alguém mencionar (perante um público considerável) que as glândulas sudoríparas produzem adrenalina e, automaticamente, deixei de conseguir dar crédito a qualquer outra coisa que tenha afirmado de seguida. Não me digam que é só má vontade, se não há limites para os disparates que se podem dizer em público, devia haver.

amúo

Hoje apetece-me fazer uma birra.

+ 1h para dormir

A hora muda este fim-de-semana. Vai começar a anoitecer mais cedo. Já não será só a montra da Loja do Gato Preto com árvore de Natal montada a lembrar-nos que outro ano está quase no fim.

segunda-feira, outubro 19, 2009

Outono is in da house

Tenho que reconhecer a verdade: apesar do cansaço e da sensação de não ter tido férias este ano, senti um calorzinho bom no coração quando hoje de regresso a casa ouvi a previsão de céu nublado e possível trovoada para amanhã. Ando a precisar de botas, de casacos, de cachecóis e de me enroscar em mantas no sofá. :)

domingo, outubro 04, 2009

Completam-se hoje 6 anos desde que casei. Nunca fui tão feliz como agora.

quarta-feira, setembro 30, 2009

volto já

Ando tão preguiçosa.

segunda-feira, setembro 21, 2009

"O primeiro dever da inteligência é desconfiar de si mesma."
Stanislaw Kersy Lec

quarta-feira, setembro 09, 2009

post que faria mais sentido se não estivessem acima de 30ºC

Esta noite não consegui dormir mais de 5h. Acordei com trovoada seca e um céu rosado durante a madrugada. As gatas em pânico tentavam caber debaixo dos armários ou esconderem-se em gavetas. Faltava a chuva, trovada sem chuva é (mais) assustadora. A água chegou em força às 7h15 e soltou-se aquele cheirinho a terra molhada característico das primeiras chuvas. Foi-se o medo, o Outono disse um "olá" tímido e eu levantei-me bem disposta. Fiz muffins de mirtilo para o pequeno almoço e percebi que afinal já me chega de Verão. Foi bom, muito bom enquanto durou.

quarta-feira, agosto 26, 2009

caixinha mágica - esta sim

Tenho todo o Verão preso dentro de uma máquina fotográfica. Não acho o cabo para descarregar as fotografias e à medida que reviro a casa à procura dele já encontrei quase uma dezena de outros cabos (perdidos sabe-se lá há quanto tempo), todos diferentes. Vai saber-me bem quando finalmente aparecer... daqui a uns meses.

segunda-feira, agosto 24, 2009

viagens

Estas fotografias têm a rara capacidade de me encher com saudades de sítios onde nunca estive.

sexta-feira, agosto 21, 2009

deste Agosto

As férias pareceram passar a correr. O tempo não chega para tudo (principalmente para estarmos com toda a gente e mesmo assim conseguirmos uns dias de descanso) e quando acaba estou às vezes mais cansada que antes. Ainda quero conseguir umas manhãs de praia seguidas de tardes e serões de trabalho, preciso disso para aguentar o Inverno que não tarda já aí está de malas e a bater à porta. Precisava de ter 20 dias úteis seguidos, pelo menos. Quando fôr grande, não quero trabalhar a recibos verdes.

segunda-feira, agosto 17, 2009

não é sempre assim?

De volta ao trabalho. Agora sim, cheia de boas ideias para colocar em prática durante as férias.

sexta-feira, julho 24, 2009

aos 31 anos

Esqueci-me completamente deste blogue. Dei por mim há uns minutos a ler outro e a pensar "isto dos blogues é uma coisa gira, devia arranjar um". Estou completamente senil.

terça-feira, julho 07, 2009

picada com ferrão

Hoje não devia ser o teacher's-bitching-day oficial? Acordei mentalizada para passar o dia a ouvir a ladaínha de sempre mas até agora (são quase 11h) estou com sorte.

sexta-feira, julho 03, 2009

adaptação a Lisboa

Os dias crescem e aquecem, o céu vai-se confirmando azul e, mesmo nos dias em que não páro e a agenda está rabiscada de cima abaixo, cheira-me a férias. Aquela gasta ilustração do copo meio cheio ou meio vazio vem-me à mente e percebo que não quero caracterizar-me (só) por ser a rabugenta que reclama por tudo. Vou por isso dar tréguas a Lisboa. Enquanto tenho que viver cá, vou fazer os possíveis para reparar mais no que é bom e vale a pena. Estou curiosa para saber se consigo. As pessoas são mais simpáticas aqui, já é um bom princípio.

quarta-feira, junho 03, 2009

operação stop

Acabo de ser parada pela polícia. Documentos em ordem.
Agente- Bebeu bebidas alcoólicas?
Eu- Não.
Agente- Então boa tarde.
Finalmente um teste de alcoolemia eficaz.

quinta-feira, maio 07, 2009

A justificar a ausência:



amigos, viagens, colo a bebés... há melhores pretextos?

quinta-feira, abril 16, 2009

estacionada na zona da Estefânia

Um arrumador abre-me a porta do carro (a minha do lado do condutor), inclina-se, sorri e diz: "Olha, linda, eu e o meu irmão estamos ali a tocar jambé, se precisares chama!"

quarta-feira, abril 15, 2009

o inesperado

A nossa vizinhança é simpática. Desde o João da frente cujo cão nos salta para cima sempre que pode e que uma semana depois de nos mudarmos (logo no dia em que me conheceu) teve que me emprestar o seu cartão do Millenium BCP para eu arrombar a porta de casa depois de a fechar com a chave do lado de dentro, até aos senhores do rés-do-chão que limpam o hall comum e deixam cheirinho a alfazema nas escadas. Na segunda-feira à noite, tocou na nossa campaínha uma vizinha nova a pedir a batedeira emprestada e no dia seguinte devolveu a batedeira juntamente com 2 fatias do bolo de chocolate que estava a fazer.
Vemos mais os vizinhos em Lisboa do que quando viviamos em Évora, em Tondela nunca os conheci sequer. As ideias feitas sobre a vida no "campo" e na cidade não passam disso: ideias feitas.

(des)controlo de tráfego

Ontem tinha uma turma às 18h na margem sul. Saí de casa pouco depois das 16h30 e às 19h continuava presa no trânsito perto da praça de Espanha. O túnel das Olaias demorou mais de 50 minutos a ser atravessado e estive mais de meia hora no trânsito completamente parado à frente do campo pequeno. Cheguei a casa depois das 20h sem ter chegado a passar a ponte (e gastei meio depósito). Esta manhã demorei 1h25 a fazer um percurso em que normalmente demoro cerca de 30 minutos. Discursem quanto quiserem, nunca hei-de habituar-me a isto.

sexta-feira, abril 10, 2009

Há um rouxinol que às vezes canta durante horas nas àrvores das traseiras da nossa casa. Hoje andava por aqui um melro e na semana passada voou uma joaninha janela adentro. Estas são das poucas coisas com as quais não contava no centro de Lisboa e das poucas que me fazem feliz cá.

domingo, abril 05, 2009

em contra-relógio

Apetece-me fazer coisas bonitas, nem acredito que o fim-de-semana já está a terminar.

impressões

À medida que os anos passam por nós (ou nós por eles) temos a ilusão de que o tempo corre cada vez mais depressa e não percebi ainda porquê nem se isso é mau ou bom.

segunda-feira, março 30, 2009

Isto é que vai para aqui um 31.

domingo, março 29, 2009

...

mais um dia

Quando vejo o meu reflexo nos vidros do metro, a primeira coisa que me passa pela cabeça é "eu não pertenço aqui". Definitivamente, Lisboa não me diz nada.

quinta-feira, março 19, 2009

a minha geração

Várias amigas a caminho do 3º filho, outras já a teorizar o 4º, algumas grávidas do 2º e poucas do 1º. Tudo a levar a sério o dia do pai hoje, suponho. Fazem bem.

the weather girl

Desde a passada semana ouvia "não se preocupem que na próxima quarta-feira volta a chuva" de uma colega. Nostradamus falha novamente. Ainda bem. Mas se Março é assim, não quero estar cá em Agosto.

terça-feira, março 17, 2009

let's get physical

Sempre gostei mais de Física do que de Química. Faz sentido. Por mais que outras sejam igualmente consideradas exactas, nunca me parecem tão exactas quanto a Física (excepção à própria definição de exactidão: a Matemática). Mas são desnecessárias mais justificações: a inércia é um conceito da Física.

sexta-feira, março 13, 2009

bye bye winter blues

Tenho que ir averiguar a verdadeira extensão da influência do Sol na produção de serotonina. Sem motivos aparentes, desde que o Sol se instalou nestes últimos dias, dou frequentemente por mim a rir descaradamente ao volante.

quinta-feira, março 12, 2009

4 meses depois

voltamos a Évora.

isto

é tudo mentira.

a minha mãe diz

que se não temos nada de bom a dizer devemos ficar calados. Quem me conhece (e quem não me conhece) sabe que não concordo inteiramente. No entanto, ouve-se quem apregoe por aí que não devemos cuspir na mão que nos dá de comer, o que já me parece uma questão de sobrevivência. É por isso que não me perco em considerações sobre o trabalho e sobre o governo.

quarta-feira, março 11, 2009

Repeat after me:



terça-feira, março 10, 2009

Ainda a digerir

o meu very girly new template.

sábado, março 07, 2009

palavras inacreditáveis

Hoje ouvi, no Fala com ela da Inês Menezes (com s ou z?) na Radar, o actor Miguel Guilherme empregar com alguma naturalidade a palavra "sacripanta". Não consegui recompor-me o resto do dia.

quinta-feira, março 05, 2009

palavras perdidas

A minha avó portuguesa era uma senhora simples. Nunca estudou. O avô dela foi um daqueles típicos casos de "fortunas" esbanjadas por causa do alcoolismo. O pai era um mulherengo irresponsável que passou a vida entre Portugal e o Brasil. Cada vez que vinha em férias, fazia um novo filho e voltava a deixar a mulher, a minha bisavó Rosalia, que criou todos os filhos cozendo e vendendo broas de milho. Lembro-me das papas de milho que me tentava impingir quando eu era pequena.
A minha avó não teve uma vida fácil. Teve 15 namorados (daqueles que mandavam flores e cantavam serenatas à janela), casou tarde (para a época), teve muita dificuldade para engravidar e perdeu o marido (por quem era realmente apaixonada) com um filho ainda miúdo nos braços: o meu pai.
As recordações que guardo dela são estranhas. Nunca foi uma avó típica, não era propriamente carinhosa mas nunca duvidei do quanto gostava de nós.
Quando vou "à santa terrinha" todos os velhotes me dizem que sou igualzinha a ela quando era nova. Aquilo que me lembra sempre dela são as cores vivas, ela gostava de cor - e em memória do marido só vestiu preto durante mais de 40 anos, nunca voltou a casar. Era uma senhora inteligente que não sabia ler mas era feliz por saber desenhar um R perfeitinho (primeira letra do nome da mãe, do 2º nome dela - que era o preferido- e dos nomes dos 2 únicos netos). Conhecia centenas de hinos e versículos bíblicos de cor. Quem não sabe ler, valoriza o que nós frequentemente banalizamos.
Ela usava palavras que nunca ouvi de outras pessoas. O meu irmão e eu até temos um projecto meio idiota de as listarmos sempre que nos lembramos de mais alguma. Gosto desta e hei-de passar a usá-la. A minha avó era assim.
estreme: que não tem mistura; puro; genuíno.

Também há andorinhas em Lisboa?


correio



Hoje escrevi uma carta.

Escrevi mesmo: papel, caneta, envelope, selo. Precisava de registar isso, consta-me que já é uma coisa rara.

por causa da chuva

estou com a voz sensual de um sexagenário fumador inveterado.

sábado, fevereiro 21, 2009

derby (I)

Não sou tendenciosa como adepta desportiva, tinha que canalizar a minha humanidade para algum lado, certo?

derby

Todos os sábados acordo com vontade de olhar para o oceano em São Pedro de Moel ou de ouvir o rio sentada numa esplanada de Coimbra. Todos os sábados. Porque não há rio que se compare ao Mondego nem praia em que o Atlântico seja mais imponente.

quinta-feira, fevereiro 19, 2009

Lisboa é a pior cidade em que morei até hoje. Detesto-a até à exaustão. É uma cidade odiosa e as obras no Terreiro do Paço são a coisa mais hedionda de todo o sempre.

segunda-feira, fevereiro 16, 2009

sobreviver a mais uma segunda-feira

senso comum

Este post não podia começar com a palavra "Alguém" nem encerrar em si um pedido.

sábado, fevereiro 14, 2009

Alguém que passe por aqui, conheça a Cruzinha e saiba a receita da sopa de bróculos com queijo da Dona Violinda, é favor ser generoso(a) e partilhar. Muchas gracias.

segunda-feira, fevereiro 09, 2009

S.O.S.

Alguém conhece um(a) funcionário(a) da Segurança Social que me explique os meus direitos e deveres de forma clara e inequívoca sem que daqui a uns meses eu tenha que andar a pagar com retroactivos e juros por ter sito mal informada? É que precisava mesmo.

domingo, fevereiro 08, 2009

início/fim-de-semana


sábado, fevereiro 07, 2009

conversa fiada

Sinto-me leve por não ter assumido nunca qualquer tipo de disciplina escrita neste blogue. Nem tem que ser diário, nem semanal ou mensal e nem sequer tem que ser escrito. É o que fôr e quando fôr. Porque a nossa vida é um amontoado de obrigações e deveres e muitas vezes não sabemos como lidar com as áreas em que efectivamente temos liberdade (quase) total. Gosto de saber que posso nunca mais aqui voltar se não quiser e gosto de saber que basta apetecer-me e posso escrever 7 posts idiotas de rajada. Quase me angustia saber que há quem leve isto tão a sério que sinta a obrigação de escrever. Criamos as nossas próprias prisões para não termos que lidar com a imprevisibilidade de sermos livres.

quarta-feira, fevereiro 04, 2009

teoria e prática da relatividade

Ontem passei a medo um semáforo com as luzes verde e vermelha acesas em simultâneo e percebi que é assim, a medo, que vou passando ultimamente por grande parte das pessoas e situações. Vivemos tempos dúbios.

domingo, fevereiro 01, 2009

meter água

Ao fim de mais de 3 meses, ainda não sei como é morar em Lisboa sem chuva. Neste momento temos a marquise, a casa de banho e parte da cozinha a inundarem. É também por isto que prefiro casas arrendadas. Amanhã, a senhoria vai ter notícias nossas mas, para uma maníaca da arrumação como eu, respirar fundo não está a revelar-se suficiente.

terça-feira, janeiro 27, 2009

pensamentos a meio caminho de alguma coisa

Já assumi várias vezes o meu pessimismo natural. Se me puser a pensar e fazer contas, regra geral concluo que este planeta já não vai ser habitável daqui a 50 anos. Essa é uma das razões pelas quais ter filhos sempre me pareceu, em grande medida, uma questão de egoísmo (ora vamos lá ver se tem os olhinhos do papá ou da mamã. E o narizinho é de quem?). E pronto, em menos de um ano, lá temos mais uma vítima deste planeta superpovoado, com cada vez menos recursos naturais, cada vez mais artificial e cheio de competição e arrogância. Mas depois, o bocadinho de esperança que a generosidade de Deus vai insistindo em conservar numa triste como eu, deixa-me perceber que é esse egoísmo que traz associada a maior generosidade de todas. Há alguém que abdique mais de si e dos seus interesses próprios do que um pai ou mãe em favor de um filho? Acho que não. E nessas pequenas maravilhas percebo o humor pedagógico de Deus. E vá, viver também tem tantas coisas boas!

Mais, ontem perguntava a opinião ao meu irmão (que, by the way, já é Doutor há quase uma semana :) e tem uma opinião bastante mais avalizada) e ele acha que fisicamente o planeta ainda se aguenta mais uns 500 anos.

sábado, janeiro 17, 2009

cum catano!

O número de muçulmanos a nível mundial é de aproximadamente 1.200.000.000 (mil e duzentos milhões), constituem cerca de 20% da população mundial. Distinguiram-se com prémios Nobel:


Literatura:
1988 - Najib Mahfooz

Paz:
1978 - Mohamed Anwar El-Sadat
1994 - Yaser Arafat

Física:
1999 - Ahmed Zewail


O número de judeus a nível mundial é de aproximadamente 14.000.000 (catorze milhões), constituem cerca de 0,2% da população mundial. Distinguiram-se com prémios Nobel:


Literatura:
1910 - Paul Heyse
1927 - Henri Bergson
1958 - Boris Pasternak
1966 - Shmuel Yosef Agnon
1966 - Nelly Sachs
1976 - Saul Bellow
1978 - Isaac Bashevis Singer
1981 - Elias Canetti
1987 - Joseph Brodsky
1991 - Nadine Gordimer

Paz:
1911 - Alfred Fried
1911 - Tobias Michael Carel Asser
1968 - Rene Cassin
1973 - Henry Kissinger
1978 - Menachem Begin
1986 - Elie Wiesel
1994 - Shimon Peres
1994 - Yitzhak Rabin

Física:
1905 - Adolph Von Baeyer
1906 - Henri Moissan
1907 - Albert Abraham Michelson
1908 - Gabriel Lippmann
1910 - Otto Wallach
1915 - Richard Willstaetter
1918 - Fritz Haber
1921 - Albert Einstein
1922 - Niels Bohr
1925 - James Franck
1925 - Gustav Hertz
1943 - Gustav Stern
1943 - George Charles de Hevesy
1944 - Isidor Issac Rabi
1952 - Felix Bloch
1954 - Max Born
1958 - Igor Tamm
1959 - Emilio Segre
1960 - Donald A. Glaser
1961 - Robert Hofstadter
1961 - Melvin Calvin
1962 - Lev Davidovich Landau
1962 - Max Ferdinand Perutz
1965 - Richard Phillips Feynman
1965 - Julian Schwinger
1969 - Murray Gell-Mann
1971 - Dennis Gabor
1972 - William Howard Stein
1973 - Brian David Josephson
1975 - Benjamin Mottleson
1976 - Burton Richter
1977 - Ilya Prigogine
1978 - Arno Allan Penzias
1978 - Peter L Kapitza
1979 - Stephen Weinberg
1979 - Sheldon Glashow
1979 - Herbert Charle s Brown
1980 - Paul Berg
1980 - Walter Gilbert
1981 - Roald Hoffmann
1982 - Aaron Klug
1985 - Albert A. Hauptman
1985 - Jerome Karle
1986 - Dudley R. Herschbach
1988 - Robert Huber
1988 - Leon Lederman
1988 - Melvin Schwartz
1988 - Jack Steinberger
1989 - Sidney Altman
1990 - Jerome Friedman
1992 - Rudolph Marcus
1995 - Martin Perl
2000 - Alan J. Heeger

Economia:
1970 - Paul Anthony Samuelson
1971 - Simon Kuznets
1972 - Kenneth Joseph Arrow
1975 - Leonid Kantorovich
1976 - Milton Friedman
1978 - Herbert A. Simon
1980 - Lawrence Robert Klein
1985 - Franco Modigliani
1987 - Robert M. Solow
1990 - Harry Markowitz
1990 - Merton Miller
1992 - Gary Becker
1993 - Robert Fogel

Medicina:
1908 - Elie Metchnikoff
1908 - Paul Erlich
1914 - Robert Barany
1922 - Otto Meyerhof
1930 - Karl Landsteiner
1931 - Otto Warburg
1936 - Otto Loewi
1944 - Joseph Erlanger
1944 - Herbert Spencer Gasser
1945 - Ernst Boris Chain
1946 - Hermann Joseph Muller
1950 - Tadeus Reichstein
1952 - Selman Abraham Waksman
1953 - Hans Krebs
1953 - Fritz Albert Lipmann
1958 - Joshua Lederberg
1959 - Arthur Kornberg
1964 - Konrad Bloch
1965 - Francois Jacob
1965 - Andre Lwoff
1967 - George Wald
1968 - Marshall W. Nirenberg
1969 - Salvador Luria
1970 - Julius Axelrod
1970 - Sir Bernard Katz
1972 - Gerald Maurice Edelman
1975 - Howard Martin Temin
1976 - Baruch S. Blumberg
1977 - Roselyn Sussman Yalow
1978 - Daniel Nathans
1980 - Baruj Benacerraf
1984 - Cesar Milstein
1985 - Michael Stuart Brown
1985 - Joseph L. Goldstein
1986 - Stanley Cohen [& Rita Levi-Montalcini]
1988 - Gertrude Elion
1989 - Harold Varmus
1991 - Erwin Neher
1991 - Bert Sakmann
1993 - Richard J. Roberts
1993 - Phillip Sharp
1994 - Alfred Gilman
1995 - Edward B. Lewis

quarta-feira, janeiro 14, 2009

colorir os dias

Tenho o péssimo hábito de gastar dinheiro quando acordo triste. Acabei na fnac a encantar-me com duas pérolas. Uma delas da minha ilustradora preferida, Rébecca Dautremer, uma coisa inexplicável. Cyrano.

A outra, andava na mira há um par de semanas.

Carnet de la cambuse - As receitas de Corto Maltese. Estou rendida.

domingo, janeiro 11, 2009

nostalgia

Há dias em que preciso de ir buscar um bocadinho da infância até ao presente, sinto mais a falta que as minhas avós fazem à minha vida, tenho saudades dos cheiros, das cores... do entusiasmo com que acreditava em tudo o que fazia, aquele entusiasmo de miúda.

Não tenho muitas pessoas com quem partilhar recordações. Tenho em comum com a S. estas memórias tão boas.


sexta-feira, janeiro 09, 2009

Neve? Inverno?


Indiferentes aos rumores de frio, os jacintos e as túlipas começam timidamente a espreitar por estes lados.




coisas do trânsito

Tudo é assustador nas motas: o cheiro, a vulnerabilidade dos passageiros, o ruído, o aspecto, não há nada de que goste. Esta manhã, fiz parte do percurso até ao trabalho a par com um desconhecido que seguia de mota. Primeiro atrás do meu carro, depois temporariamente lado a lado e cerca de 1km à minha frente. Conduzia bem. Nunca lhe vi a cara (usava capacete, obviamente) mas simpatizei com ele. Talvez porque com o frio que estava lhe admirei a coragem. Também porque era cuidadoso. Conduzia mesmo bem e quando virou à direita numa curva em que eu seguia em frente tive pena de não sermos amigos, aposto que é boa pessoa.

quinta-feira, janeiro 08, 2009

caixa de velocidades

Acabam de sair cá de casa os senhores da ZON e eu estou em êxtase, depois de quase 2 meses a depender do Kanguru já nem me lembrava que a internet podia ser rápida.

sexta-feira, janeiro 02, 2009

2008

foi o ano em que fiquei trintona, não pintei o cabelo uma única vez, fui (de facto) bióloga, aprendi a fazer rolo de carne, vim morar para a capital e emagreci sem fazer dieta. Foi um ano bom.

sábado, dezembro 27, 2008

desejos de





um final de ano quente e aconchegadinho a todos.

sábado, dezembro 13, 2008

assim se passa um mês

Quem inventou a expressão "o tempo voa" teve um bom momento. Percebo que passou um mês porque o blogger, em desespero, me envia um e-mail a perguntar se esqueci a password.

terça-feira, novembro 11, 2008

telegrama pró Paulo Ribeiro:

segunda-feira, novembro 10, 2008

555

Estamos em mudanças para a 5ª casa em 5 anos. Espero não ter que voltar a pensar em mudanças nos próximos 5.

domingo, novembro 02, 2008

acre

Pessoas demasiado doces enjoam.

sábado, novembro 01, 2008

estatística

O meu marido é mais novo que eu, o meu pai é mais novo que a minha mãe, o meu cunhado é mais novo que a minha cunhada, o meu irmão é mais novo que a namorada, o meu avô paterno era mais novo que a minha avó e o meu avô materno era 23 anos mais velho que a minha avó.

1 de Novembro com cheirinho a fim de Dezembro

Em Évora, o sábado foi tipicamente natalíceo. Sol a brilhar, poucas núvens e um frio de cortar a alma. Tudo a convidar a uma tarde no sofá com o melhor amigo do homem: o aquecedor.

domingo, outubro 26, 2008

altos e baixos

Passar de uma ONGA para um Instituto público implica passar dos ténis para os saltos altos mas acaba com a sensação de andarmos em bicos de pés.

quinta-feira, outubro 16, 2008

Lx

Gosto de Lisboa à distância, num livro, num fado ou num álbum de fotografias. In loco é uma cidade que me assusta, as pessoas parecem todas ter vidas miseráveis. Sempre achei que se algum dia tivesse que morar na área da Grande Lisboa teria que me preparar para abdicar da qualidade de vida a que estou habituada. Parece que esse dia chegou.

segunda-feira, outubro 06, 2008

férias de Outono



e tempo para pequenos almoços e lanches demorados.

sábado, outubro 04, 2008

avaliações

3 dias em Lisboa. Paira sobre a minha cabeça a possibilidade de termos que nos mudar para a capital. Esqueço-me de gozar os momentos, aproveitar os dias. A minha mente não faz mais nada para além de pesar prós e contras.

efemérides

No dia em que a Júlia Cavaco Soares comemorar 20 anos, hei-de comemorar as nossas bodas de Prata. A jantarada promete e já falta pouco.

5 anos


Descubro que lhes chamam bodas de madeira ou ferro.

domingo, setembro 28, 2008

Conheço-os todos, one by one

O Fala-barato, a Papa-açorda, o Chico-esperto, o Fura-greves, a Barata-tonta, o Zé-ninguém, a Maria-vai-com-as-outras, o Falinhas-mansas, o Troca-tintas, a Salta-pocinhas, o Meia-leca, o Vira-latas e a Cabeça-de-alho-chocho.

sábado, setembro 27, 2008

receio não ter um espírito lá muito científico

- Porque é que a Lua não cai? - pergunta Gabriel.
- Essa pergunta prova que te estás a transformar num homem - responde Louis.
Com um ar extremamente comovido, afasta de cima da mesa de trabalho todos os livros e mapas que lá se encontram, vai buscar um banco para o filho, pega numa grande folha de papel, agarra num lápis, desenha bolas, elipses, crescentes e começa uma explicação confusa, abordando sucessivamente a representação do mundo entre os Antigos, as desgraças de Galileu, a queda das maçãs, o movimento das marés, etc. (...) E continuam os esquemas, os cálculos que parecem não ter a menor relação com a Lua. Manifestamente, Louis perdeu-se. (...) Gabriel já tem uma resposta, muitíssimo mais simples. Uma resposta irrefutável: uma noite, houve alguém que atirou ao chão uma bola de borracha, parecida com a sua, mas branca e gigantesca. E atirou-a com tanta força que ela saltou até ao céu. (...)
Mais tarde, pela porta entreaberta, enquanto se despe, Gabriel ouve a voz de Louis:
- Receio que esta criança não tenha um espírito lá muito científico.
Erik Orsenna, A explosão colonial

enquanto a Terra continua a girar

Passo cada fim-de-semana ansiosa pela chegada da segunda-feira e cada semana ansiosa pela chegada do sábado. Aqui só se tem vontade que o tempo passe, e depressa.

quarta-feira, setembro 24, 2008

mesquinhez minha

Partilho a sala com umas quantas pessoas durante um mínimo de 7 horas por dia. Não é nenhuma maravilha, mas é perfeitamente suportável.
Mesmo sem querer, é inevitável escutar conversas cruzadas. Ao longo do tempo, vamos conhecendo melhor as pessoas. Tenho um colega completamente farsolas, daqueles cómicos mesmo que fazem tudo para agradar aos chefes e se estão a borrifar para o resto do mundo. Um manipulador relativamente elaborado. Nos dias em que os esquemas lhe correm mal(poucos), confesso que regresso a casa mais feliz.

quinta-feira, setembro 18, 2008

low expectations

O regresso da roda da sorte foi a única boa surpresa em vários anos de televisão portuguesa. Talvez porque do Herman já não esperava nada de bom e agora até tenho vontade de sair do trabalho a horas.

*

Parabéns, amor.

terça-feira, setembro 16, 2008

10 meses de Évora

Percebemos que andamos completamente a leste quando recebemos o mail eufórico de amigos que acabam de ser pais e nem sequer tinhamos ideia de que estivessem grávidos.

sábado, setembro 13, 2008

poemas sem aliterações que o meu marido devia cantar

1
Naquele dia, na Lua azul de Setembro,
Calmo, debaixo da ameixeira nova,
Tive-a eu, a calma amada pálida,
Nos braços como um sonho lindo.
E sobre nós, no belo azul de Verão,
'Stava uma nuvem que olhei por longo tempo:
Era muito branca e ia lá muito alto,
E quando ergui os olhos tinha-a levado o vento.

2
Desde esse dia muitas, muitas luas
Boiaram calmas no horizonte e passaram.
As ameixeiras, com certeza as derrubaram -
E o que é feito do amor? - Perguntas tuas -
E eu respondo: Não me posso lembrar.
E no entanto, sim, sei o que queres dizer.
Mas do rosto, realmente não me posso recordar.

Apenas sei que outrora o beijei.

3
E também do beijo me teria já esquecido
Se não fosse aquela nuvem que lá estava.
Dessa inda sei e hei-de sabê-lo sempre:
Era muito branca e muito alto pairava.
As ameixeiras talvez inda floresçam,
E a tal mulher tem sete filhos já, talvez.
Mas aquela nuvem floresceu só por minutos,
E, quando ergui os olhos, no vento se desfez.

Recordando Marie A. - Bertolt Brecht na versão portuguesa de Paulo Quintela

terça-feira, setembro 09, 2008

dumped

Ontem, alguém com os olhos marejados em lágrimas confirmava-me o que eu no fundo já sabia há algum tempo.
Dizerem-nos que no mês seguinte não têm como nos pagar e que por isso são forçados a dispensar o nosso trabalho deve provocar a mesma sensação que um namorado a acabar tudo com a conversa "eu não te mereço". Sente-se uma certa liberdade, um friozinho na barriga e algum pânico mas também alívio. Não sei porquê, mas sente-se.

segunda-feira, setembro 01, 2008

Para mim: férias = praia



quarta-feira, agosto 27, 2008

Portugal ist fantastisch

Há 4 gerações atrás, a bisavó Magdalena, ainda criança, era levada pelos pais, do Alentejo profundo até à capital. Da pequena povoação de Brinches, em Serpa, para a Rua Augusta, em Lisboa (e estas foram provavelmente duas das frases com mais vírgulas de toda a minha vida). Muitos anos depois, conhecia o bisavô alemão numa das suas visitas de negócios e partia com ele para o país desconhecido. A pacata terrinha de Brinches seguia com ela, no coração e no nome. Duas gerações depois (e de volta a Portugal), a minha mãe mantém o apelido Brincheiro, e eu torno-me alentejana honorária.
Descobri hoje que a novela Roseira Brava (que nunca vi mas teria visto se soubesse) foi filmada em Brinches e até que a terriola é apreciada por alemães. Hei-de ir lá antes que o ano termine.

capelinhas

Desde sempre, as boas séries (ou filmes) de tribunal deixaram muito boa gente iludida e até com a secreta vontade de ser advogado, tal como as boas séries policiais nos deixam com vontade de ser polícias ou enveredar definitivamente pelo mundo do crime. Os CSI fazem muita gente achar que lidar com mortos e assassinos afinal é emocionante e apelativo. Os filmes sobre catástrofes naturais, seres vivos extraordinários, epidemias ou ataques biológicos sempre me provocaram algumas boas gargalhadas ou suspiros de tédio pelos argumentos repletos de pressupostos disparatados e soluções incorrectas, absurdas ou despropositadas. Se todos fossemos tão comezinhos como os médicos italianos, televisão e cinema resumir-se-iam a reality shows e alguns documentários.

terça-feira, agosto 26, 2008

sem floreados

Com grande pena minha, partilho os dias com um fraco apreciador da vida ao ar livre, de passeios e, menos ainda, do "deitar cedo e cedo erguer". Resta-me sonhar com filhos adeptos de coisas boas e lembrar-me de aproveitar bem aqueles poucos anos entre serem muito pequenos e só darem trabalho e já serem adolescentes e acharem os pais uns idiotas.

pensamentos absolutamente parvos que me cruzam a mente durante breves décimas de segundo

O regresso ao trabalho depois das férias é tão penoso que às vezes penso se não seria melhor trabalhar o ano inteiro.

quinta-feira, agosto 14, 2008

balanço da 1ª semana de férias

Deixei o marido a trabalhar e vim para a praia com outro. Trouxe 2, aliás: ambos do Nóbel e polémico Günter Grass. Não são grande companhia para umas férias que se querem serenas e felizes mas acredito que existam piores. Vieram também 3 gatos pretos que garantem melhor companhia e ronrons frequentes. A semana acaba com nenhum livro terminado e com uma GRANDE constipação mas com um brozeado razoavelzinho para quem em 2 tardes de praia acaba com uma embalagem de protector solar. E a 2ª semana mesmo a começar.

sexta-feira, agosto 01, 2008

contras

O maior defeito de Évora (aquele que me esforço por esquecer à medida que empilho argumentos) é não ser Coimbra.

prós

Só no Alentejo é possível abrir a janela pela manhã e ver passar garças, cegonhas, melros e dezenas de andorinhas a partir de um terceiro andar no meio da cidade.

prós

Só no Alentejo é possível abrir a janela à noite e ver claramente a Ursa Maior, Cassiopeia, muitas outras constelações e uma estrela cadente a partir de um terceiro andar no meio da cidade.

prós

A vantagem de morar no centro de Évora é que, por mais trabalho que se tenha, não há forma de sairmos à rua e não nos sentirmos em férias.