Estamos em mudanças para a 5ª casa em 5 anos. Espero não ter que voltar a pensar em mudanças nos próximos 5.
segunda-feira, novembro 10, 2008
domingo, novembro 02, 2008
sábado, novembro 01, 2008
estatística
O meu marido é mais novo que eu, o meu pai é mais novo que a minha mãe, o meu cunhado é mais novo que a minha cunhada, o meu irmão é mais novo que a namorada, o meu avô paterno era mais novo que a minha avó e o meu avô materno era 23 anos mais velho que a minha avó.
1 de Novembro com cheirinho a fim de Dezembro
Em Évora, o sábado foi tipicamente natalíceo. Sol a brilhar, poucas núvens e um frio de cortar a alma. Tudo a convidar a uma tarde no sofá com o melhor amigo do homem: o aquecedor.
domingo, outubro 26, 2008
altos e baixos
Passar de uma ONGA para um Instituto público implica passar dos ténis para os saltos altos mas acaba com a sensação de andarmos em bicos de pés.
quinta-feira, outubro 16, 2008
Lx
Gosto de Lisboa à distância, num livro, num fado ou num álbum de fotografias. In loco é uma cidade que me assusta, as pessoas parecem todas ter vidas miseráveis. Sempre achei que se algum dia tivesse que morar na área da Grande Lisboa teria que me preparar para abdicar da qualidade de vida a que estou habituada. Parece que esse dia chegou.
segunda-feira, outubro 06, 2008
sábado, outubro 04, 2008
avaliações
3 dias em Lisboa. Paira sobre a minha cabeça a possibilidade de termos que nos mudar para a capital. Esqueço-me de gozar os momentos, aproveitar os dias. A minha mente não faz mais nada para além de pesar prós e contras.
efemérides
No dia em que a Júlia Cavaco Soares comemorar 20 anos, hei-de comemorar as nossas bodas de Prata. A jantarada promete e já falta pouco.
domingo, setembro 28, 2008
Conheço-os todos, one by one
O Fala-barato, a Papa-açorda, o Chico-esperto, o Fura-greves, a Barata-tonta, o Zé-ninguém, a Maria-vai-com-as-outras, o Falinhas-mansas, o Troca-tintas, a Salta-pocinhas, o Meia-leca, o Vira-latas e a Cabeça-de-alho-chocho.
sábado, setembro 27, 2008
receio não ter um espírito lá muito científico
- Porque é que a Lua não cai? - pergunta Gabriel.
- Essa pergunta prova que te estás a transformar num homem - responde Louis.
Com um ar extremamente comovido, afasta de cima da mesa de trabalho todos os livros e mapas que lá se encontram, vai buscar um banco para o filho, pega numa grande folha de papel, agarra num lápis, desenha bolas, elipses, crescentes e começa uma explicação confusa, abordando sucessivamente a representação do mundo entre os Antigos, as desgraças de Galileu, a queda das maçãs, o movimento das marés, etc. (...) E continuam os esquemas, os cálculos que parecem não ter a menor relação com a Lua. Manifestamente, Louis perdeu-se. (...) Gabriel já tem uma resposta, muitíssimo mais simples. Uma resposta irrefutável: uma noite, houve alguém que atirou ao chão uma bola de borracha, parecida com a sua, mas branca e gigantesca. E atirou-a com tanta força que ela saltou até ao céu. (...)
Mais tarde, pela porta entreaberta, enquanto se despe, Gabriel ouve a voz de Louis:
- Receio que esta criança não tenha um espírito lá muito científico.
Erik Orsenna, A explosão colonial
enquanto a Terra continua a girar
Passo cada fim-de-semana ansiosa pela chegada da segunda-feira e cada semana ansiosa pela chegada do sábado. Aqui só se tem vontade que o tempo passe, e depressa.
Etiquetas:
tempo
quarta-feira, setembro 24, 2008
mesquinhez minha
Partilho a sala com umas quantas pessoas durante um mínimo de 7 horas por dia. Não é nenhuma maravilha, mas é perfeitamente suportável.
Mesmo sem querer, é inevitável escutar conversas cruzadas. Ao longo do tempo, vamos conhecendo melhor as pessoas. Tenho um colega completamente farsolas, daqueles cómicos mesmo que fazem tudo para agradar aos chefes e se estão a borrifar para o resto do mundo. Um manipulador relativamente elaborado. Nos dias em que os esquemas lhe correm mal(poucos), confesso que regresso a casa mais feliz.
quinta-feira, setembro 18, 2008
low expectations
O regresso da roda da sorte foi a única boa surpresa em vários anos de televisão portuguesa. Talvez porque do Herman já não esperava nada de bom e agora até tenho vontade de sair do trabalho a horas.
terça-feira, setembro 16, 2008
10 meses de Évora
Percebemos que andamos completamente a leste quando recebemos o mail eufórico de amigos que acabam de ser pais e nem sequer tinhamos ideia de que estivessem grávidos.
sábado, setembro 13, 2008
poemas sem aliterações que o meu marido devia cantar
1
Naquele dia, na Lua azul de Setembro,
Calmo, debaixo da ameixeira nova,
Tive-a eu, a calma amada pálida,
Nos braços como um sonho lindo.
E sobre nós, no belo azul de Verão,
'Stava uma nuvem que olhei por longo tempo:
Era muito branca e ia lá muito alto,
E quando ergui os olhos tinha-a levado o vento.
2
Desde esse dia muitas, muitas luas
Boiaram calmas no horizonte e passaram.
As ameixeiras, com certeza as derrubaram -
E o que é feito do amor? - Perguntas tuas -
E eu respondo: Não me posso lembrar.
E no entanto, sim, sei o que queres dizer.
Mas do rosto, realmente não me posso recordar.
Apenas sei que outrora o beijei.
3
E também do beijo me teria já esquecido
Se não fosse aquela nuvem que lá estava.
Dessa inda sei e hei-de sabê-lo sempre:
Era muito branca e muito alto pairava.
As ameixeiras talvez inda floresçam,
E a tal mulher tem sete filhos já, talvez.
Mas aquela nuvem floresceu só por minutos,
E, quando ergui os olhos, no vento se desfez.
Recordando Marie A. - Bertolt Brecht na versão portuguesa de Paulo Quintela
Naquele dia, na Lua azul de Setembro,
Calmo, debaixo da ameixeira nova,
Tive-a eu, a calma amada pálida,
Nos braços como um sonho lindo.
E sobre nós, no belo azul de Verão,
'Stava uma nuvem que olhei por longo tempo:
Era muito branca e ia lá muito alto,
E quando ergui os olhos tinha-a levado o vento.
2
Desde esse dia muitas, muitas luas
Boiaram calmas no horizonte e passaram.
As ameixeiras, com certeza as derrubaram -
E o que é feito do amor? - Perguntas tuas -
E eu respondo: Não me posso lembrar.
E no entanto, sim, sei o que queres dizer.
Mas do rosto, realmente não me posso recordar.
Apenas sei que outrora o beijei.
3
E também do beijo me teria já esquecido
Se não fosse aquela nuvem que lá estava.
Dessa inda sei e hei-de sabê-lo sempre:
Era muito branca e muito alto pairava.
As ameixeiras talvez inda floresçam,
E a tal mulher tem sete filhos já, talvez.
Mas aquela nuvem floresceu só por minutos,
E, quando ergui os olhos, no vento se desfez.
Recordando Marie A. - Bertolt Brecht na versão portuguesa de Paulo Quintela
terça-feira, setembro 09, 2008
dumped
Ontem, alguém com os olhos marejados em lágrimas confirmava-me o que eu no fundo já sabia há algum tempo.
Dizerem-nos que no mês seguinte não têm como nos pagar e que por isso são forçados a dispensar o nosso trabalho deve provocar a mesma sensação que um namorado a acabar tudo com a conversa "eu não te mereço". Sente-se uma certa liberdade, um friozinho na barriga e algum pânico mas também alívio. Não sei porquê, mas sente-se.
segunda-feira, setembro 01, 2008
quarta-feira, agosto 27, 2008
Portugal ist fantastisch
Há 4 gerações atrás, a bisavó Magdalena, ainda criança, era levada pelos pais, do Alentejo profundo até à capital. Da pequena povoação de Brinches, em Serpa, para a Rua Augusta, em Lisboa (e estas foram provavelmente duas das frases com mais vírgulas de toda a minha vida). Muitos anos depois, conhecia o bisavô alemão numa das suas visitas de negócios e partia com ele para o país desconhecido. A pacata terrinha de Brinches seguia com ela, no coração e no nome. Duas gerações depois (e de volta a Portugal), a minha mãe mantém o apelido Brincheiro, e eu torno-me alentejana honorária.
Descobri hoje que a novela Roseira Brava (que nunca vi mas teria visto se soubesse) foi filmada em Brinches e até que a terriola é apreciada por alemães. Hei-de ir lá antes que o ano termine.
capelinhas
Desde sempre, as boas séries (ou filmes) de tribunal deixaram muito boa gente iludida e até com a secreta vontade de ser advogado, tal como as boas séries policiais nos deixam com vontade de ser polícias ou enveredar definitivamente pelo mundo do crime. Os CSI fazem muita gente achar que lidar com mortos e assassinos afinal é emocionante e apelativo. Os filmes sobre catástrofes naturais, seres vivos extraordinários, epidemias ou ataques biológicos sempre me provocaram algumas boas gargalhadas ou suspiros de tédio pelos argumentos repletos de pressupostos disparatados e soluções incorrectas, absurdas ou despropositadas. Se todos fossemos tão comezinhos como os médicos italianos, televisão e cinema resumir-se-iam a reality shows e alguns documentários.
terça-feira, agosto 26, 2008
sem floreados
Com grande pena minha, partilho os dias com um fraco apreciador da vida ao ar livre, de passeios e, menos ainda, do "deitar cedo e cedo erguer". Resta-me sonhar com filhos adeptos de coisas boas e lembrar-me de aproveitar bem aqueles poucos anos entre serem muito pequenos e só darem trabalho e já serem adolescentes e acharem os pais uns idiotas.
pensamentos absolutamente parvos que me cruzam a mente durante breves décimas de segundo
O regresso ao trabalho depois das férias é tão penoso que às vezes penso se não seria melhor trabalhar o ano inteiro.
quinta-feira, agosto 14, 2008
balanço da 1ª semana de férias
Deixei o marido a trabalhar e vim para a praia com outro. Trouxe 2, aliás: ambos do Nóbel e polémico Günter Grass. Não são grande companhia para umas férias que se querem serenas e felizes mas acredito que existam piores. Vieram também 3 gatos pretos que garantem melhor companhia e ronrons frequentes. A semana acaba com nenhum livro terminado e com uma GRANDE constipação mas com um brozeado razoavelzinho para quem em 2 tardes de praia acaba com uma embalagem de protector solar. E a 2ª semana mesmo a começar.
sexta-feira, agosto 01, 2008
contras
O maior defeito de Évora (aquele que me esforço por esquecer à medida que empilho argumentos) é não ser Coimbra.
prós
Só no Alentejo é possível abrir a janela pela manhã e ver passar garças, cegonhas, melros e dezenas de andorinhas a partir de um terceiro andar no meio da cidade.
prós
Só no Alentejo é possível abrir a janela à noite e ver claramente a Ursa Maior, Cassiopeia, muitas outras constelações e uma estrela cadente a partir de um terceiro andar no meio da cidade.
prós
A vantagem de morar no centro de Évora é que, por mais trabalho que se tenha, não há forma de sairmos à rua e não nos sentirmos em férias.
quinta-feira, julho 31, 2008
jogo na mesa
É-me difícil manter alguma assiduidade neste blog sem cair no odioso formato "querido diário". Até posso retratar-me pela parvoíce dos 2 últimos posts mas assumamos as coisas: ou é esta treta ou não escrevo de todo. De facto, não temos vidas assim tão interessante.
a minha 1ª vez
Pela primeira vez na vida, tenho pesadelos recorrentes com um e uma colega de trabalho. PESADELOS mesmo à séria, daqueles de acordar desesperada e ter medo de ir trabalhar.
quarta-feira, julho 30, 2008
terça-feira, julho 29, 2008
Excertos da Tragédia Infantil de Guerra Junqueiro
que é muito boa mas como literatura infantil é mesmo uma tragédia:
Persegue as lesmas viscosas
Que dormem dentro das celas;
Desprega as folhas das rosas,
E faz navios com elas.
Detesta ofícios tranquilos,
Ama o clangor das trombetas,
É o Átila dos grilos,
O Nemod das borboletas.
(...)
Faz nas formigas destroço,
Como os ingleses nos chins,
A Rodes tira o Colosso
E a Babilónia os jardins.
Lança o Pellion sobre a Ossa;
Põe-lhe em cima um catavento;
Qualquer noz é uma carroça
E qualquer mosca um jumento.
(...)
Naquele olhar que governa
Brilha o fulgor das espadas;
Dêem-lhe a hidra de Lerna
Que a vai matar às dentadas.
(...)
Olha, vê o que fizeste!
Disse o luar cristalino.
Um mocho sobre um cipreste
Piava ao longe: "Assassino!"
Com o olhar em fúria aceso,
Ao verem crime tamanho,
Fitavam-no com desespero
Os seus soldados de estanho.
segunda-feira, julho 28, 2008
planos irrealistas para 2009 (II)
Nos 3 meses de praia incluem-se pipocas e alguns filmes (2 por semana, vá), 3 livros (1 por mês, que eu sou dos que gostam de ler de-va-ga-ri-nho), muitos passeios, saladas, marisco e peixe fresco grelhado. Pior é conciliar isto tudo com a parte do texto que diz "sem vencimento".
gente, gentinha e gentalha como eu
Algumas pessoas gostam de sossego, outras de confusão e burburinho. Há quem se pele por caracóis e quem fique enjoado por ouvir falar, quem chore com um golo do Benfica e quem não saiba o que é o Benfica. Há gente que precisa de criar, que sente a urgência de inventar alguma coisa nova e quem tenha nascido para admirar o que outros criam. Também há quem se esteja a borrifar para isto tudo. Existem pessoas que precisam de mandar, não vivem sem controlar e outras que dispensam a responsabilidade de decidir. Há pessoas de todos os tipos, cores e feitios e é assim porque são pessoas.
planos irrealistas para 2009
Apetecia-me ficar 3 meses seguidos na praia, nem que tivesse que pedir uma licença sem vencimento.
segunda-feira, julho 21, 2008
põe os olhos no Cohen
Uma sugestão para o videoclip, Tiago. A espreitadela aos 35 segundos desarma qualquer céptico. E não tarda, graças ao Presidente da Républica, vou ter que passar a escrever cético.
quinta-feira, julho 17, 2008
em Évora
as núvens são mais perfeitas e a Lua é mais bonita. São das poucas qualidades que tem, mas são de peso.
quarta-feira, julho 16, 2008
inevitabilidade fatal
para quem mora no Alentejo é cair recorrentemente no tema da meteorologia.
Boring.
sexta-feira, julho 11, 2008
hidden agenda
A minha agenda perdida reapareceu e agora sou uma pessoa com duas agendas. Foi a vida que o ditou.
terça-feira, julho 08, 2008
Neste elevador há sempre andar seguinte (II)
Perdi o telemóvel há mais de um mês, calculo que tenha ficado algures no Seixal. Na semana passada descobri que ando sem Bilhete de Identidade, esse perdido sabe-se lá onde ou quando. As bandas magnéticas dos meus 2 cartões bancários estão desmagnetizadas, ando sem cartões multibanco. Perdi a minha agenda e tive que arranjar uma nova esta semana, a meio do ano. Ando incontactável, sem contactos de ninguém, sem dinheiro e sem identidade. É sempre a subir.
amplitude térmica à la carte
As minhas preces foram todas atendidas. Na última semana Évora trasformou-se numa cidade habitável em que os termómetros raramente passaram os 30ºC e o vento raramente parou de soprar. Depois de um Inverno que todos por cá diziam atípico (nunca tive frio), importamos agora connosco, também um Verão decente. Do que esta gente precisava era que nós tivessemos chegado há mais tempo.
sexta-feira, junho 27, 2008
quarta-feira, junho 25, 2008
em Novembro
poderei começar a escrever o livro "Como sobreviver um ano inteiro no Alentejo sem ar condicionado no carro e em casa". O conteúdo vai ser tão interessante como o título promete.
terça-feira, junho 24, 2008
transparência
Acho que o meu entusiasmo pelos blogues é notório na assiduidade e qualidade do que escrevo.
quinta-feira, junho 19, 2008
a despropósito
Volvidos 22 dias, constato que o último post data do dia em que os meus pais completaram 31 anos de casamento. Coisa raríssima e assinalável por estes dias.
quarta-feira, maio 28, 2008
anúncio
Pago 100€ a quem prometer cuidar bem do meu gato. É completamente Garfield em questões de peso e rotinas, tem 5 anos e é esterilizado. Já não o posso ver à frente, não tenho paciência para machos.
segunda-feira, maio 26, 2008
arrepia mais que unhas em ardósia
No restaurante, a senhora da mesa ao lado explicava ao filho que "endoscopia" deriva do inglês "end" por incidir sobre "the end of the digestive system".
segunda-feira, maio 19, 2008
em vias de extinção
Somos daqueles bichos cada vez mais raros, não temos empregada de limpeza nem alguém que nos engome a roupa.
endangered
Conheço alguém que anda a realizar inquéritos a crianças do 1º ciclo do ensino básico. Uma das questões refere-se aos comportamentos que eles adoptam no sentido de proteger o ambiente. Por entre todas as respostas, desde as hilariantes até às decoradas para agradar, surge esta:
"Nós no intervalo vamos para o recreio apanhar todos os caracóis e escondêmo-los para os nossos colegas não os pisarem."
domingo, maio 18, 2008
segunda-feira, maio 12, 2008
a minha doença é melhor que a tua
Depois das andorinhas, regressam também os meus acufenos. Já uso pronome possessivo quando os refiro porque começo a desenvolver alguma ligação emocional aos sons que me acordam a meio da noite. No ouvido direito ouço o motor de uma traineira e no esquerdo o rebentar das ondas ou copas de árvores a baterem de encontro às outras com o vento. Férias durante a noite, portanto.
amor-ódio
A palavra charneira tem das sonoridades mais feias que conheço. É só por isso que não a uso mais vezes.
quarta-feira, maio 07, 2008
sexta-feira, maio 02, 2008
25 de Abril & 1 de Maio
em Évora são UM ACONTECIMENTO. Nenhuma cidade portuguesa em que tenha vivido antes (e já vivi numas quantas) fazia esta algazarra. Ah esquerda do caraças! Febras, bifanas, discursos, fogo de artifício e bailinhos.
terça-feira, abril 22, 2008
neste elevador há sempre andar seguinte
Na semana passada deixei cair os meus óculos de sol, partiram-se e não há arranjo possível.
O meu carro, avariado e estacionado algures há vários meses por preguiça, está finalmente operacional e à minha espera na oficina - à minha espera e à espera do cheque do arranjo, da mudança/pagamento do seguro e da ida à inspecção.
As minhas sapatilhas (os lisboetas podem ler ténis apesar de ser totalmente incorrecto) preferidas estão todas a romper-se.
Ando feliz.
quarta-feira, abril 16, 2008
FPCI - Fico parva com isto
Esta manhã fui contactada pela APCC e resolvi googlar a sigla para me certificar do nome da associação.
APCC - Associação Portuguesa de Centros Comerciais
APCC - Associação Portuguesa de Cancro Cutâneo
APCC - Associação de Paralisia Cerebral de Coimbra
APCC - Associação Portuguesa de Contact Centers
APCC - Associação Portuguesa de Cancro Cutâneo
APCC - Associação de Paralisia Cerebral de Coimbra
APCC - Associação Portuguesa de Contact Centers
APCC - Association to Preserve Cape Cod
APCC - Asian Pacific Coconut Community
APCC - Australian Procurement and Construction Council
APCC - American Power Conversion Corp
APCC - Association of Professional Computer Consultants
APCC - Animal Poison Control Center
APCC - American Public Communications Council, Inc.
APCC - Associação para a Promoção Cultural da Criança
Calma, era esta última
domingo, abril 13, 2008
quinta-feira, abril 10, 2008
amén
A ciência não está nos seus últimos desenvolvimentos, mas sim no recomeço. Ela não traz a verdade em relação aos dogmas religiosos, metafísicos, ou políticos. Ainda não resolveu os seus problemas elementares da verdade, da ética, de ligação com as finalidades sociais.
Edgar Morin
apontamento pessoal a descambar p'ró íntimo
Lá fora chove, relampeja, troveja e o vento uiva. Um ou dois ébrios cantam na rua imunes a isto tudo. Está frio. Eu estou sozinha em casa (com 3 gatos, é certo, mas sozinha)- por causa de concertos, como é costume- e tenho medo.
quarta-feira, abril 09, 2008
welcome to the future
No local onde trabalho sou a única pessoa casada. Sim, a ÚNICA e, sim, de todos os departamentos e contando com os subcontratados.
sábado, abril 05, 2008
segunda-feira, março 31, 2008
30 anos em 2 frases
Tenho muito mais do que mereço.
Deus é um mãos-largas e tem esbanjado generosidade por estes lados.
30
O dia de ontem só teve 23 horas. Foi passado em viagens mas soprei velas imaginárias (daquelas irritantes que reacendem). Foi dia 30 e completei 30 anos, uma emoção, portanto.
quarta-feira, março 26, 2008
intermináveis instantes
As inevitáveis e desconfortáveis trocas de olhares entre desconhecidos que partilham transportes públicos em viagens de longa distância e ficam sentados frente a frente.
segunda-feira, março 24, 2008
sem flash
Estou convencida de que nunca fotografamos os momentos em que somos realmente felizes. Podemos ter fotografias de momentos muito bons, menos bons, maus... mas naqueles em que somos imensamente felizes, a última coisa que nos vem à mente é pegar numa máquina e tirar uma fotografia. Não há, portanto, nada como a nossa memória para guardar bem esses tesouros.
quinta-feira, março 20, 2008
esbanjam-se por aqui verdades universais
Toda a gente sabe que há homens magros interessantes mas que os rechonchudos são uma melhor companhia.
E, para alguém que não gosta de generalizações, vou num bom caminho.
quarta-feira, março 19, 2008
Engoli o orgulho
e comprei um guarda-chuva.
O objecto é tão desprezível que nem sequer tem época baixa e nunca está em saldo.
terça-feira, março 18, 2008
segunda-feira, março 17, 2008
intraduzível
"Wenn die Menschen recht schlecht werden, haben sie keinen Anteil mehr als Schadenfreude."
Goethe
quarta-feira, março 12, 2008
back to Earth via canalização
Gosto muito de casas antigas (o que é diferente de gostar de casas velhas). Gosto das portadas de madeira, das reentrâncias nas janelas, de um pé-direito generoso, varandas fechadas com estruturas em ferro forjado, de mosaico hidráulico, lareiras na cozinha...
Perguntem-me agora se gosto da canalização das casas antigas.
Loendro
Nerium oleander L.
Plantada na berma das autoestradas, nos jardins e em quase todos os recreios das escolas e jardins de infância portugueses, esta espécie é tóxica e letal. Simpático, não é? Todas as estruturas da planta contêm oleandrina e neriantina que são glicosídeos cardiotóxicos. 18g da planta são suficientes para matar um homem de 80Kg e há, inclusivamente, registo de mortes simplesmente por se ter utilizado um ramo como espeto de churrasco.
Mas a flor é bonita, vá lá.
terça-feira, março 11, 2008
a bioconfusão instalada
No final de uma semana em que precisei de explicar várias vezes a dezenas de miúdos o significado da palavra "Biodiversidade" e, com surpresa, percebi que mais facilmente sabiam o que queria dizer "bio" do que "diversidade", descubro também que já existe "Biopolítica" (só me chegou a Atlântico hoje) e que Biologia encabeça a lista de cursos com maior empregabilidade (leia-se: menor número de licenciados inscritos no IEFP - o que está longe de ser o mesmo).
as 4 coisas
que nunca me pareceram sequer suportáveis, independentemente da perspectiva:
- Motas,
- Circo,
- Bigodes e
- Golfinhos em porcelana.
segunda-feira, março 10, 2008
quando nomes ganham rostos
Só este fim de semana é que descobri que a Carla H. Quevedo é mais gira do que eu suspeitava. Ainda por cima tem uma voz fixe. Tomem e embrulhem os amigos das generalizações que com tanta frequência enchem a boca para afirmar que as mulheres inteligentes são feias. Confirma-se, o nome do blog não é um embuste.
sexta-feira, março 07, 2008
facadinhas
Às vezes trabalho num Centro Ambiental. Logo à entrada, imponente e nesta altura do ano escandalosamente amarela coberta de flores, está uma acácia. Uma acácia na entrada de um Centro Ambiental é menos coerente que a venda de filmes pornográficos à entrada de uma escola primária.
Eu, que nunca gostei das acácias que invadem todas as dunas nas praias do Oeste, dou por mim a trazer ramos de acácia para casa precisamente porque o cheiro me lembra as praias do Oeste.
domingo, março 02, 2008
consciência pesada
Rego as plantas da sala com água Luso de garrafa comprada numa esplanada e atinjo o meu limite de esbanjamento.
quinta-feira, fevereiro 28, 2008
Hoje
o mundo acordou mais pobre. O meu, pelo menos.
Há menos um sorriso à minha espera quando voltar à terrinha onde nasci. Menos um abraço a receber, menos uma piada para ouvir. O meu mundo encolheu outro bocado.
segunda-feira, fevereiro 25, 2008
século XXI
Continuo a achar uma vergonha ainda dependermos de uma coisa arcaica como o guarda-chuva.
sábado, fevereiro 23, 2008
in the year 2000
Daqui a 50 anos (talvez 30 ou 20) vamos recordar com embaraço o tempo em que ainda precisávamos de usar tomadas e fios eléctricos para as coisas funcionarem.
segunda-feira, fevereiro 18, 2008
domingo, fevereiro 17, 2008
quinta-feira, fevereiro 14, 2008
pérolas
"De facto, os cientistas calculam que as carochas comidas pelas aranhas num ano, pesam tanto como a população mundial!"
John Javna, do Earth Works Group
quarta-feira, fevereiro 13, 2008
as andorinhas chegaram cá hoje
E até o dia me pareceu mais primaveril só porque abri a janela da cozinha pela manhã e encontrei o céu cheio de andorinhas.
15º conto
"Toda a gente sabe excepto alguns tolos e algumas bruxas que não há bruxas."
Jorge Listopad, em Mar seco, gelado quente
segunda-feira, fevereiro 11, 2008
dormir é que não
Só pode ser idiotice ou estupidez o que me leva a reorganizar os links e a arrumar o blog no final de um dia em que as pálpebras teimaram fechar-se desde a manhã.
Mas a palermice não deixa de ter a sua piada de tão tipicamente humana.
quando a cabeça não tem juízo
Esta semana de trabalho começa com bocejos, lentidão de movimentos e espreguiçadelas mal disfarçadas.
Pior, só mesmo faltar. Talvez nem isso.
terça-feira, fevereiro 05, 2008
e eu nem comemoro o Carnaval
O post anterior tem 4 comentários infelizes e 4 graves imprecisões científicas. É um bom dia.
o lado B da calamidade
Para ser perfeita, Évora só precisava de ser banhada pelo mar ali para os lados de Viana do Alentejo. De resto, manteria tudo como é. O mar a chegar pelo lado de Montemor também não seria mau.
Se o aquecimento global não for um mito e o nível do mar subir umas 100 vezes aquilo que se prevê nos piores cenários, talvez Évora fique mesmo perfeita. Claro que a população da grande Lisboa teria que se mudar para os arredores, coisa pouca, mas valeria a pena.
Guillulice da melhor
O último disco, Tiago, tem a duração do percurso da Maceira à Figueira-da-Foz. Muito conveniente entre almoços com os pais e jantares com os sogros. Há muito tempo que não ouvia tanta coisa boa de seguida.
sábado, fevereiro 02, 2008
devaneios para encher chouriços
O que não produz resultados nem tem uma finalidade objectiva, raramente me entusiasma. Sempre preferi a teoria à prática mas no dia-a-dia sou definitivamente técnica, muito pouco teórica. E isto é, muito provavelmente, um disparate.
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